quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mensagem de Fim de Ano do DCE LIVRE


O DCE Livre e o Movimento Estudantil Liberdade desejam um ano de 2012 repleto de conquistas e felicidades para todos os estudantes da UFRGS e agradecem o apoio durante este ano de 2011 por parte daqueles que acreditaram que é possível fazer um movimento estudantil diferente, desvinculado de partidos políticos e com foco na busca por benefícios concretos aos estudantes e na manutenção do ensino de excelência.
O Movimento Estudantil Liberdade, criado no ano de 2006, precursor do movimento estudantil de direita na Brasil, reafirma seu compromisso com a defesa dos interesses dos Estudantes, do Estado Democrático de Direito, da Liberdade como valor universal e fundamental do ser humano, do ensino voltado para o Empreendedorismo e da Excelência Acadêmica.
São os votos do DCE Livre e do Movimento Estudantil Liberdade.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Eleições para a Reitoria da UFRGS

A proximidade das eleições para a Reitoria da UFRGS trás novamente à tona o debate sobre a paridade entre Docentes, Discentes e TAs. O sistema atualmente adotado pela Universidade atribui peso de 70% para a categoria dos docentes, sendo o restante dividido igualmente entre discentes e técnico-administrativos.

A distribuição dos pesos dentro da UFRGS segue a orientação do disposto na Lei 9.192/95, que altera o regulamento do processo de escolha dos dirigentes universitários, sendo este a Lei 5.540/68.

Ocorre que, sendo os candidatos nomeados a partir da lista tríplice, a Lei rege a ordem de apresentação dos nomes e a composição do órgão colegiado (no caso da UFRGS, o Conselho Universitário – CONSUN), mas não estabelece a obrigatoriedade de se seguir a ordem da referida lista no momento da nomeação do mandatário pela Presidência da República.

Em termos práticos, a discricionariedade permite que seja nomeado o 2º colocado, ou até mesmo o 3º, sem que isto represente ato ilegal.

Nas últimas eleições para a Reitoria da UFRGS, ocorridas no ano de 2008, os pleiteantes à vaga acordaram os pesos de 40/30/30 para, respectivamente, docentes, discentes e TAs, sendo isto o primeiro passo em direção à paridade, porém o acordo não foi adiante em razão de ação ingressada pelo Professor Mark Thompson junto à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

A ação foi protocolada sob registro PR/RS-SECPRDCE-000705/2008, sendo acompanhada de ampla documentação fornecida ao requerente por sua filha e Conselheira do CONSUN Claudia Elizabeth Thompson (apoiadora da triste Chapa 2 nas eleições para o DCE da UFRGS) que, contraditoriamente, era representante dos discentes no referido colegiado, no que o maior peso dos discentes no pleito foi tolhido justamente por quem foi eleito para representá-los, algo lamentável.

Prejudicado o acordo entre os candidatos, seguiu-se a ponderação que elegeu o Professor Carlos Alexandre Netto para o cargo de reitor da UFRGS com 3.372 votos, ficando em segundo lugar a Professora Wrana Panizzi, com 5.370 votos, no que também vale observar que a Professora Wrana obteve mais votos que o primeiro colocado nas categorias dos discentes e dos TAs, perdendo apenas na classe dos docentes, justamente aquela de maior peso.

O argumento mais usado para justificar o maior peso entre os docentes é o tempo de permanência destes na UFRGS, porém, os técnico-administrativos também não permanecem tanto tempo quanto os docentes na Universidade?

E qual o foco da Universidade senão a formação ampla dos discentes? Assim, por que possuem um peso tão-menor nos processos decisórios da UFRGS? Um candidato que recebe menos da metade dos votos discentes que outro candidato, está mais apto à representá-los?

A discussão da paridade ou, ao menos, do maior peso para as categorias dos discentes e TAs está novamente na mesa e esperamos que aqueles que os representam tenham pulso firme e façam representar a vontade daqueles que os elegeram, apesar de sabermos que no CONSUN há membros do que foi a triste chapa 2, com vínculos partidários, que no passado agiu contra a maior participação discente em favor dos docentes, fato que repudiamos veementemente.

domingo, 27 de novembro de 2011

Esquerdistas perdem eleição do DCE da UFMG

A Onda, chapa que segundo os adversários tem viés de direita, mas que se define como apartidária, venceu eleição, derrotando a apoiada pela UNE e a atual gestão, ligada ao PCR

Alessandra Mello
Publicação: 26/11/2011 06:00 Atualização: 26/11/2011 07:07

Uma onda conservadora tirou a esquerda do controle do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (DCE-UFMG). Com 1.911 votos (34,9% do total, incluindo brancos e nulos), a chapa batizada de Onda (O Nosso Diretório Apartidário) venceu a disputa pelo comando do DCE-UFMG contra as quatro concorrentes, todas vinculadas à esquerda. Esta é a primeira vez desde 1976, quando as eleições para o DCE-UFMG passaram a ser diretas (veja texto nessa página), que uma chapa não esquerdista assume o comando do diretório. 

Movimento parecido aconteceu no mês passado na Universidade de Brasília (UnB) quando a chapa Aliança pela Liberdade ganhou a eleição para o DCE da instituição também contra grupos ligados à esquerda. Apesar de a chapa vencedora rejeitar o rótulo de direita ou liberal, sua eleição foi comemorada por integrantes do DEM e do PSDB nas redes sociais que criticam o que eles classificam como “aparelhamento” pela esquerda do movimento estudantil. 

Ao todo votaram 5.472 alunos, o que representa 12,9% dos alunos da universidade. A segunda colocada na disputa foi a chapa Há Quem Sambe Diferente, com 149 votos a menos que a vencedora. A maioria dos votos da Onda (1.295) vieram dos alunos do Instituto de Ciências Aplicadas (Icex) e do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). Apoiada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a chapa Tempos Modernos ficou em penúltimo lugar na disputa, com 253 votos, atrás apenas da chapa Reiventar, que teve 195 votos. A atual gestão do DCE-UFMG, Voz ativa, ligada ao PCR (Partido Comunista Revolucionário), agremiação de extrema esquerda fundada na década de 1960 a partir de uma dissidência do PCdoB, ficou em terceiro lugar na disputa, com 1.349 votos.

PUC Minas O fim da hegemonia da esquerda não é inédita na UFMG, mas não em outros diretórios estudantis de Belo Horizonte. Desde 2010, o DCE da PUC Minas no Bairro Coração Eucarístico é comandado por integrantes do PSDB. O atual presidente do diretório, Vitor Colares, 21 anos, aluno do curso de direito, dirige também a juventude tucana de Belo Horizonte. Antes dele, a gestão estava sob o comando do presidente do PSDB Jovem do estado, Caio Nárcio, filho do deputado federal licenciado Nárcio Rodrigues. Apesar da vinculação política, ele diz que o DCE da PUC é apartidário. “Não temos partido no movimento estudantil. Levamos nossa experiência da legenda para o movimento, sem partidarizar a entidade, ao contrário do que ocorre com os movimentos de esquerda que sempre aparelharam as entidades de representação estudantil”, compara.

Para propagar essa idéia, segundo ele, as entidades criam o Conselho Estudantil Universitário (Ceunir) que reúne diretórios estudantis “apartidários”. Fazem parte desse conselhos os diretórios das faculdades Newton Paiva, Uni-BH e Fumec, comandados por pessoas ligadas ao PSDB, e também o da Faculdade Milton Campos, cujo comando é ligado ao PHS.

A reportagem não conseguiu falar com nenhum dos integrantes da chapa. A porta-voz escolhida pela Onda para falar com a imprensa, identificada apenas como Clarice, não foi localizada. Seu namorado, Guilherme Lima, também um dos apoiadores da chapa, disse que ela passou a tarde dormindo pois a apuração dos votos terminou de madrugada e que ela não ia dar entrevistas nessa sexta-feira.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Chapa UNIRIO Livre

Vamos falar sério (só um pouco).

Não é segredo para ninguém (até para os que fingem acreditar o contrário) que o movimento estudantil brasileiro é aparelhado por partidos.

Não estamos acusando as pessoas envolvidas nele de corrupção (mas também não colocamos a mão no fogo), apenas os acusamos de servir como instrumentos de partidos de esquerda e extrema-esquerda, que não encontram representatividade no meio da população (não é a toa que todos têm traço nas pesquisas eleitorais e não vencem nem uma enquete do Facebook).

Ao invés de se preocupar com questões do dia a dia e trabalharem em conjunto com as autoridades universitárias, preferem tentar impor agendas ultrapassadas, baseadas na velha "luta de classes".

Marchas, ocupações, embates, nada disso faz parte do cotidiano de 90% dos matriculados em qualquer universidade do Brasil.

Cartas de apoio ao MST, ligações carnais com políticos, sindicatos e entidades que recebem verbas federais como a UNE, manifestações de repúdio aos Estados Unidos, ao capitalismo, ao "sistema" e até à lei da gravidade não são preocupações dessa maioria silenciosa e que nem se faz notar ou representar no meio da gritaria da minoria festiva.

Dessa forma, o movimento estudantil não representa o universo dos estudantes das universidades.

Basta observar o que ocorreu na USP, onde mais ou menos 300 pessoas conseguiram tumultuar o ambiente universitário, invadir prédios, depredar patrimônio público, causar prejuízos, descumprir uma ordem judicial, dominar manchetes de jornal e fazer parecer que estas 300 representavam de alguma forma os 80 mil (isto mesmo, oitenta mil) matriculados naquela instituição.

Não. Não representam.

E não nos representam.

De uma brincadeira no Facebook surgiu o Partido dos Porcos Capitalistas, que ironizava (pelo exagero) o discurso dos comunistas de shopping center.

Se eles querem ser Che Guevara, nós queremos ser o Rockfeller. Se eles querem ocupar praças, nós preferimos ocupar algum resort de luxo na beira da praia. Se eles querem distribuir a riqueza (dos outros, é claro), nós queremos é que todos sejam ricos. Se eles não ligam para os pombos que bebem água nos bebedouros da nossa universidade, nós queremos bebedouros com Coca-Cola.

E assim a brincadeira ficou séria, sem jamais deixar de ser brincadeira. E o PPC virou a chapa UNIRIO Livre, que é composta por pessoas de fora do movimento estudantil organizado, pessoas que como os 80 mil da USP ou os 90% de qualquer universidade não estão preocupadas com nada além de um ensino digno, instalações decentes, boa relação entre a universidade e seus alunos e oportunidades iguais para todos.

Meritocracia, livre iniciativa, liberdade de pensamento, não ao marxismo farofeiro, contra esta hegemonia de pensamento esquerdista que sequestrou o ambiente universitário, amordaçou a academia e transformou o ideal de uma "zona livre de idéias" num engodo.

Por isso resolvemos nos chamar UNIRIO Livre.


Livre da partidarização asfixiante.
Livre de compromissos com entidades que apenas servem de esteio ao oficialismo.
Livre do estigma ideológico imposto à classe média, a quem trabalha e a quem pensa diferente.
Livre da patrulha do pensamento.
Livre do combate sistemático às idéias divergentes.
Livre do monopólio do debate.
Livre da hegemonia esquerdóide.


Cientes de que só o livre pensamento forma homens e mulheres capazes de exigir o melhor para si e para o país, de que a universidade não é um fim em si mesmo, mas um ambiente de formação de pessoas, de uma elite intelectual que não pode se fechar ao que se passa fora das salas de aula, contudo, para desenvolver esse papel de formação crítica do cidadão precisa PRIMEIRO funcionar de maneira efetiva, é que nos apresentamos agora e pedimos para que nos ajude a tirar a poeira do nosso DCE.

Dizem que não levamos o DCE a sério, mas na verdade são eles que se levam a sério demais.


UNIRIO Livre

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Golpe nas eleições para o DCE da USP

Consumado o golpe nas eleições. Aviso: Não desistiremos.
Novembro 17, 2011 | 2 comentários

Acaba de ser anunciada, em assembleia com menos de 5% dos estudantes da USP presentes, que a eleição para o DCE-USP 2012 será realizada ano que vem. Todas as chapas concorrentes apoiaram a proposição, exceto a Reação.

Nós repudiamos esse ato encomendado por aqueles que, temendo uma derrota nas urnas, cancelaram o pleito.

Lamentamos ainda mais que os mesmos que pregam “Diretas para Reitor” se recusam a fazer de forma limpa e idônea eleições “Diretas para DCE“. Se devemos lutar pela democratização da nossa Universidade, devemos iniciar pelo nosso próprio espaço, caso contrário moral alguma teremos para reivindicar mudanças.

Tentaremos por vias legais reverter esse absurdo, e de qualquer forma já confirmamos nossa presença nas eleições independentemente de quando ocorrerem.

Pedimos ajuda para repassar, seja por e-mail ou por compartilhamento de Facebook, esta mensagem para seus colegas da USP.

Muito obrigado,

Chapa Reação

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Entenda as eleições para a Representação Discente da UFRGS

As eleições para os conselhos de Representação Discente da UFRGS se dão pelo sistema proporcional de lista fechada.

Por exemplo, para o CONSUN (Conselho Universitário) o cálculo se dá da seguinte maneira:

Em primeiro lugar, devemos verificar os votos totais para essa representação discente, no caso, 4.470 votos.

Em seguida, dos votos totais, devemos excluir os votos em branco e nulos, assim, como houve 197 votos nessa categoria (70 brancos e 127 nulos), temos um total de 4.273 votos válidos.

Agora, face ao número de assentos disponíveis, 7 no caso do CONSUN, calculamos o Coeficiente Eleitoral, que é o quociente entre o número de votos válidos e o número de cadeiras à serem preenchidas.

Assim, temos:

4.273/7 = 610,4286

O número de cadeiras obtidas por cada chapa corresponde a parte inteira do quociente. Caso a soma das cadeiras obtidas pelas chapas não seja igual ao total de cadeiras, as cadeiras restantes são divididas de acordo com o sistema de médias, também conhecido como distribuição das sobras.

Agora, calculamos o número de cadeiras obtidas por cada chapa, conforme o número de votos na eleição, assim:

Chapa 1 = 1442 votos = 1442/610 = 2 cadeiras
Chapa 2 = 1419 votos = 1419/610 = 2 cadeiras
Chapa 3 = 507 votos = 507/610 = 0 cadeira
Chapa 5 = 905 votos = 905/610 = 1 cadeira

Como o CONSUN possui 7 cadeiras, mas apenas 5 foram ocupadas, as outras 2 serão distribuídas pelo sistema de médias, que funciona da seguinte maneira:

Divide-se o número de votos válidos de cada chapa pelos lugares de cada chapa mais 1, a chapa com maior média fica com o lugar remanescente.

Portanto, para o primeiro lugar remanescente, temos:

Chapa 1 = 1442 votos/ (2+1) cadeiras = 480,06666
Chapa 2 = 1419 votos/ (2+1) cadeiras = 473
Chapa 3 = 507 votos/ (0+1) cadeira = 507
Chapa 5 = 905 votos/ (1+1) cadeira = 452,5

Assim, o primeiro lugar remanescente será ocupado pela Chapa 3.

Para o segundo lugar remanescente, utiliza-se o mesmo procedimento, considerando a ocupação calculada anteriormente, assim:

Chapa 1 = 1442 votos/ (2+1) cadeiras = 480,06666
Chapa 2 = 1419 votos/ (2+1) cadeiras = 473
Chapa 3 = 507 votos/ (1+1) cadeira = 253,5
Chapa 5 = 905 votos/ (1+1) cadeira = 452,5

Portanto, o segundo lugar remanescente será ocupado pela Chapa 1.

O mesmo procedimento é utilizado pelos demais conselhos de representação discente da UFRGS, que adotam o sistema proporcional.

domingo, 13 de novembro de 2011

Análise das Eleições para o DCE da UFRGS

As eleições para o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS, no ano de 2011, a segunda realizada através do Sistema de Eleições do Portal do Aluno, foi marcada pelos recordes em números absolutos e pela consolidação de grupos políticos da UFRGS.

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A situação, representada pelas chapas 1 e 5, teve sua mais alta votação dos últimos 6 anos, com 2.886 votos, representando um total de 54,66% dos votos. A direita, representada pelas chapas 2 e 4 também bateu seu recorde histórico, atingindo a marca de 1836 votos, todavia sua participação de 34,77% do eleitorado foi inferior aquela obtida no ano de 2009, quando com um percentual de participação de 34,82% foi eleita para a Direção do DCE. (a imagem ao lado representa o percentual de participação dos grupos políticos através das médias dos últimos 6 anos).

A participação dos estudantes também foi maciça, com 5.363 votantes, o que representa 21,96% dos 24.417 estudantes aptos a votar, as eleições deste ano foram a com maior número de votantes da história da UFRGS, no que vale lembrar que parte do aumento da participação dos estudantes se deveu à implementação da votação através do Portal do Aluno, proposta defendida pela Chapa 4.

Na contramão dos resultados, a chapa 3, representada por grupos ligados ao PT, teve sua segunda menor votação dos últimos 6 anos, obtendo meros 558 votos.

Da análise dos resultados também pode-se dizer que, da mesma forma como a direita ganhou em 2009 em virtude de um racha nas chapas de situação de esquerda, nesse ano a direita deixou de ganhar as eleições em razão de um racha ocorrido em seus grupos, grande parte motivada pela intolerância manifestada no grupo formado pela chapa 2.

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Outra tendência que mais uma vez se fez presente foi a alocação de votos entre as chapas de esquerda da situação (1 e 5) e do PT (3). Ocorre que um grupo de alunos tende a votar na chapa de orientação de esquerda que demonstre mais chances de ganhar as eleições, independente da proposta manifestada pela mesma, isto faz com que, desde 2006, o PT não chegue sequer aos 1000 votos.

O grupo menos representativo foi a Chapa 2, que concentrou mais de 80% de seu eleitorado em apenas 5 cursos. O grupo, tradicionalmente apoiado pela Medicina, este ano, devido à sua campanha agressiva, foi repudiado e obteve apenas 4 votos naquele curso, ficando apenas à frente da chapa 3, que obteve 1 voto entre os estudantes de Medicina.

Outro fato infelizmente verificado nesta eleição foi o uso de militantes de fora da UFRGS para fazer campanha para as chapas e coagir estudantes. Característica notadamente presente nos grupos de esquerda, este ano foi utilizada pela Chapa 2, que trouxe indivíduos ligados à UEE e ao DCE da PUC para fazer campanha dentro da Universidade, o que é expressamente proibido pelo Regimento Eleitoral.

Outro triste episódio foi o uso de cola, por parte da Chapa 2, para fixação de seus cartazes, mais uma prática esquerdista que foi adotada pelo grupo.

Vale lembrar o caso da homonímia entre as chapas 2 e 4. A Chapa 4 DCE Livre: O Estudante em 1º lugar! foi composta pelos fundadores e membros históricos do Movimento Estudantil Liberdade (MEL), que historicamente tem utilizado o nome “DCE Livre” em suas chapas. Ainda, nestas eleições, foi o primeiro grupo a se registrar com esse nome. Por outro lado, apesar de não possuir vínculos com o MEL, e inclusive afirmar em debates que “O MEL é passado”, o grupo da Chapa 2 utilizou o mesmo nome como forma de confundir os eleitores, no que obteve êxito, pois, ao contrário da Chapa 4, a chapa 2 possuía apoio partidário, o que lhe garantiu subsídio para confecção de muitos materiais de campanha.

Por fim, o resultado dessas eleições representa uma conquista para a Chapa 4, que aumentou em mais de 60% seu eleitorado e, ainda, foi considerada como a chapa que decidiu as eleições. A chapa 4 foi a única chapa desvinculada de partidos políticos, bem como, sempre buscou fazer uma campanha limpa e honesta, sendo por isso reconhecida entre os estudantes da UFRGS.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vitória do PSOL nas eleições para o DCE UFRGS 2011

Por Anderson Gonçalves*


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Em uma votação recorde na UFRGS, a Chapa 1 - É Primavera (situação), controlada pelo MES (Movimento Esquerda Socialista), que dirige o PSOL gaúcho, venceu as eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Resultado da votação:
Chapa 1 - 1.802 votos
Chapa 2 - 1.738 votos
Chapa 3 - 558 votos
Chapa 4 - 103 votos
Chapa 5 - 1.084 votos

Total: 5.285 votos

Somados os votos das chapas 1 (PSOL - Situação) e 5 (PSOL e PSTU - rachas da atual gestão), foram 2.884 votos.

Porém, se somarmos os votos das chapas 2 e 4 (ambas de oposição, inscritas com mesmo nome: DCE LIVRE), temos 1.841 votos, ou seja, 39 votos a mais do que a chapa vitoriosa. 

Isso deixou claro o grave erro da divisão dos grupos de direita na UFRGS, principalmente pela intolerância da chapa 2, que se recusou a negociar a formação de uma chapa única para derrotar a esquerda, como já havíamos dito aqui em postagens anteriores.
Veja em:

A divisão da direita foi decisiva para a sua derrota, não só pelo número de votos somados, mas também por tantos alunos que deixaram de votar por haver duas chapas com mesmo nome e mesmas propostas se atacando durante toda a campanha. Além disso, mais uma vez, em vários cursos, notadamente naqueles em que a oposição tinha vantagem eleitoral, as urnas ficavam fechadas por muito tempo, até por falta de mesários. Se as chapas 2 e 4 estivessem juntas, poderiam ter aberto mais urnas e mantidas estas por mais tempo abertas.

Em resumo: o sectarismo e a intolerância dos membros da chapa 2, que excluiram o grupo que formou a achapa 4, foi o que definiu o resultado da eleição em favor da esquerda na UFRGS.

Resta agora à direita na UFRGS chorar a derrota e refletir sobre a irresponsabilidade infantil pela sua própria divisão política, que levou a mais um ano de domínio da esquerda no DCE e à ampliação do número de representantes discentes dos grupos de extrema-esquerda nos Conselhos de Deliberação da universidade, principalmente CONSUN, CEPE e CAMGRAD.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Conhecendo a Chapa 4: Régis Antônio Coimbra

Régis Antônio Coimbra é Licenciado em Filosofia (UFRGS, janeiro de 1993), Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (UFRGS, janeiro de 2007) e atualmente está no segundo semestre da Licenciatura em Dança da UFRGS. Durante o curso de Direito (Ciências Jurídicas e Sociais), no qual ingressou em 2002, participou da gestão DCE É TU, dos anarquistas, tendo ficado responsável pela elaboração da página da gestão. Na gestão seguinte, Mãos à Obra, dos petistas, participou no início, também fazendo a página da gestão, até ser excluído, sem aviso, da lista de e-mails, quando rompeu com a gestão, mantendo, claro, as relações pessoais.

É filiado ao Democratas, no qual se filiou - ainda no século passado - quando este partido se chamava Partido da Frente Liberal (PFL). Defende, no entanto, a independência do DCE e dos representantes discentes em relação a filiações partidárias. Por isso mesmo, nunca se recusou a participar de gestões do DCE de outras perspectivas políticas.

Ainda em 2003, elaborou o movimento Publicar. Em 2005 atualizou o projeto e suas propostas.

Em 2005, na seqüência das idéias que desenvolveu no Movimento Publicar, concorreu a algumas representações discentes na reitoria da UFRGS com a chapa e na seqüência Movimento "Direita Volver", defendendo o questionamento da oposição público/privado. Defendeu que o caráter público não é garantido pelo caráter estatal nem é excluído pelo caráter privado da instituição que presta educação, saúde ou transporte.

Também defendeu um requestionamento do critério da gratuidade universal nas instituições estatais de ensino, notadamente no ensino superior. Seu argumento é o de que a gratuidade é desnecessária ou mesmo impertinente para alguns com bom padrão econômico familiar, bem como insuficiente para outros com baixa renda, para os quais a gratuidade não permite a dedicação exclusiva (típica já pela grade de horários - e locais disparatados - de muitos cursos da UFRGS) ou sequer a compra dos materiais. O mais adequado seria um sistema de bolsas parciais para os mais ou menos abastados, integral para os pouco abastados, e bolsas para a dedicação exclusiva (não precisar trabalhar para se sustentar) para os pobres - entendidos os pobres como os que não podem se dar ao luxo de não trabalhar para se sustentar, isto é, para se dedicarem integralmente aos estudos.

Conseguiu aproximadamente 120 votos com essa plataforma.

No ano seguinte fundou o Movimento Estudantil Liberdade (MEL), focado, inicialmente, na fiscalização das contas do DCE da UFRGS. Nos anos seguintes deu assistência jurídica e, depois de formado, atuou como advogado das sucessivas chapas do Movimento Estudantil Liberdade, identificadas com o nome "DCE LIVRE". Em 2009, já como advogado da chapa, teve a felicidade de ver a chapa do MEL vencer a disputa pela Diretoria Executiva do DCE e foi contratado como advogado da entidade. Infelizmente, soube de fatos que, em tese, caracterizariam apropriação indébita, tentou dar um encaminhamento amigável entre a entidade e os envolvidos, mas, notando haver conflitos de interesses insanáveis entre os envolvidos com a entidade e, na sequência, do conjunto da diretoria da entidade com a própria entidade para a qual advogava, levou a questão às autoridades e foi dispensado de suas funções pela diretoria em conflito. Responde a processo no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/RS movido pelos envolvidos, outro membro da referida diretoria e pela própria entidade, DCE da UFRGS.

É agnóstico tendente ao ateísmo (satiriza-se como "pernóstico"). Teve formação simultaneamente católica, umbandista e, mais tarde, espírita. Essa multiplicidade de referências religiosas não raro conflitantes o levou a uma posição cética, algo como os marranos (judeus convertidos que mantinham uma prática pública cristão e privada judaica, e que acabavam ateus ou agnósticos).

Atualmente está solteiro e querendo voltar a namorar. As tímidas investidas que fez entre colegas da dança, infelizmente, foram respondidas com desinteresse entre educado e ofendido. Atualmente está interessado numa mulher a qual não está claro se está ou não sequer disponível, muito menos se teria algum interesse nele.

Entre os interesses não acadêmicos nem profissionais - ressalvado sua tendência a integrar ou a não segregar as atividades - gosta muito de música, tendo estudado piano, flauta transversal, violão, canto e composição, inclusive em cursos de extensão da UFRGS, bem como cantou por três anos no Coral da UFRGS, entre 1996 e 1998 (inclusive). Também gosta de artes visuais, tendo estudado pintura com o pai de um amigo e desenho no Ateliê Livre da Prefeitura, ainda na década de 1980.

Praticou natação por muitos anos e fez formação em psicanálise, tendo trabalhado como psicanalista, entre 1994 e 1996 (inclusive). Considera a psicanálise muito interessante para o paciente do que para o psicanalista.

Gosta de Física mas não é bom em Matemática e, por conta disso, recentemente foi expulso de uma comunidade do orkut sobre Física, tendo inclusive tido todos os seus posts deletados. Na comunidade "moderação" dessa comunidade, ainda consta: "Bani o Regis e deletei todas as bobagens que ele já postou na comunidade. Já está atrapalhando..." Acredita que o moderador que fez isso provavelmente agiu razoavelmente.

Gosta também de literatura e poesia. Começou a escrever um romance sobre uma mulher que relata ter lembranças de um futuro hipotético, "Memórias ectópicas", e já participou de algumas coletâneas de poesia impressa, bem como publicou muitos poemas na internete, como o algo badalado, na época "General Augusto Pinochet, meu irmão".

Considera-se um liberal-conservador, na linha do liberalismo britânico, tendo simpatia pela escola austríaca de economia. É especialista em Direito e Economia pela UFRGS.

Tem 43 anos e sente-se volta e meia um Abe Simpson, querendo contar fatos muito interessantes ou mesmo extraordinários pelos quais ninguém manifesta interesse nem protocolar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Memória: Logotipo do Movimento Estudantil Liberdade

Após a utilização de vários logotipos, o logo (imagem à direita) utilizado atualmente pelo Movimento Estudantil Liberdade foi criado pelo então estudante de Filosofia, Márcio Leopoldo Maciel.

Em seu blog, Filosofia Cirúrgica, Márcio se define assim: 

"Bacharel em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi membro do Movimento Estudantil Liberdade e do Conselho Universitário da UFRGS – CONSUN. Estudou Filosofia Política, em especial, a distinção entre liberdade negativa e liberdade positiva apresentada, sobretudo, na obra do filósofo Isaiah Berlin, mas presente em outros autores como Benjamin Constant e, em certo sentido, em Hobbes, Locke e Kant. Considera a obra “Da Liberdade” de Stuart Mill seu livro de cabeceira. Define-se ora como liberal, ora como conservador, ora como direitista, mas não consegue concordar consigo mesmo sobre o conteúdo de cada um desses conceitos. É um defensor da economia de mercado, do Estado de direito, das liberdades individuais e da democracia representativa. Prefere, portanto, ser considerado um não-esquerdista por entender que a esquerda representa um projeto moral autoritário preso a categorizações arbitrárias como “povo”, “raça”, “classe” e que, invariavelmente, esmaga o indivíduo. É torcedor do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense por acreditar que Ser Gremista não é opção, é atestado de clareza intelectual e maturidade emocional."

domingo, 6 de novembro de 2011

Defesa da Meritocracia do Programa de Residência, Contra o Bônus Abusivo de 20%

O Governo Federal, de orientação de esquerda, instituiu bônus de 20% na prova de residência de quem for selecionado para participar por 2 anos em um projeto do governo denominado "Programa de Valorização da Atenção Básica".

Ocorre que, além do critério de seleção não ser claro, acreditamos que há formas mais valorosas de estímulos, como: condições de trabalho adequadas nas unidades de saúde e plano de carreira para os profissionais da saúde.

O bônus é abusivo e apenas perpetua o problema da falta do profissional capaz e comprometido com o PSF. O Médico da Família deve ser um clínico com uma grande abrangência de conhecimentos em várias áreas da Medicina, com uma boa formação em residência médica.

Vale lembrar que a negociação do programa foi feita sem a participação dos estudantes de Medicina. Um absurdo que a Chapa 4 repudia veementemente!

Protesto contra o bônus-residência 
Irão ferir a meritocracia do programa de residência, que é a melhor forma de especialização do médico no Brasil. Essa não é a primeira vez que esse governo de esquerda, do PT, age de maneira desastrosa na área médica, lembramos que o Ministério da Educação (MEC) extinguiu o credenciamento especial dos cursos de pós-graduação lato sensu oferecidos por instituições não educacionais, atingindo com isso os cursos de especialização oferecidos pelos mais renomados hospitais do País.

Dessa vez, alegando tentar resolver o problema da falta de médicos na área de saúde pública, o Governo está interferindo nos programas de residência médica dos hospitais universitários. Isto fere o princípio da autonomia universitária, pois impõe aos hospitais mantidos por instituições de ensino superior critérios e obrigações que nada têm a ver com ensino, capacitação técnica e treinamento.

Hoje, o mérito e a competência técnica são fatores determinantes para a alta qualidade da formação dos profissionais em medicina no País. O que o governo esquerdista está fazendo nada tem a ver com mérito e desfigura o eficiente sistema de seleção das residências médicas. Estão instituindo uma concorrência desleal entre os candidatos e ferindo a seleção por mérito, uma vez que essa substantiva pontuação acrescida permite a seleção de candidatos, independentemente das qualificações médicas e profissionais requeridas pela prova de Residência Médica.

Protesto contra o bônus-residência 
Da mesma maneira como foram as cotas, o bônus de 20% é mais uma medida que só serve para tapar buraco. É uma solução a curto prazo para levar médicos a trabalharem no interior, entretanto não é efetiva para a resolução da atual precária situação da saúde pública nesses municípios

A Chapa 4 DCE Livre: O Estudante em 1º lugar! defende a meritocracia, a estruturação para uma atuação digna e de boas condições de trabalho nas unidades de saúde e plano de carreira para os profissionais da saúde. Por isso, somos contra o bônus abusivo de 20% que fará mal para os jovens médicos e para a população, pois só vai prejudicar a formação e intensificar a rotatividade de médicos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Estudantes começam a botar na lata de lixo os ativistas dos micropartidos de esquerda

Por Políbio Braga*

Isto que está acontecendo na USP, em São Paulo, e que em cena diferente, mas igualmente emblemática, vai ocorrendo na UFRGS, em Porto Alegre, demonstra que já existe massa crítica, vozes e votos suficientes para derrotar a insensatez de micropartidos agressivos de esquerda, todos eles decididos a transformar os campus em ambiente livre para maconheiros, cocainômanos, desajustados de todo gênero e cultivadores de fetiches comunistas que se julgavam enterrados definitivamente.

. No DCE de Brasília, a alienação esquerdista foi posta na lata do lixo.

. As viúvas do marxismo e suas variantes neotrotskistas e leninistas, muitas das quais ocupando postos de mando até mesmo em Partidos fisiológicos como o PT, não têm mais como defender as teses do socialismo real, porque elas sumiram na podridão dos ataques aos cofres públicos, mas são incapazes de admitir isto e em consequência preferem defender qualquer tese capitalista que questione o stablishment.

CLIQUE AQUI para ler "A nova invasão da USP", para compreender melhor o que ocorre em São Paulo. O artigo é do Estadão desta quinta.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Chapa 4 nos debates no Campus Olímpico e no Campus do Vale

Chapa 4 no debate na ESEF (Campus Olímpico)

Apresentação da Chapa 4 (Campus do Vale)

Chapa 4 (Campus do Vale)

Considerações finais da Chapa 4 (Campus do Vale)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Chapa 4 no debate no Campus da Saúde

Apresentação da chapa




Pergunta à chapa 5, resposta e tréplica





Pergunta da chapa 1, resposta e tréplica





Considerações finais


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Esclarecemos que os e-mails enviados pelo endereço mail4242@brwmkt.com contém informações falsas sobre as chapas que concorrem ao DCE da UFRGS.

Esclarecemos também que o referido e-mail não foi escrito por Anderson Gonçalves, Fundador do Movimento Estudantil Liberdade.

Por fim, deploramos e repelimos esta tentativa baixa e suja de prejudicar as chapas, bem como, informamos que, no caso de envolvimento de membro de alguma chapa neste ato, manifestamos a posição de que tal chapa deve ser impugnada.

Abaixo, reproduzimos e-mail de Anderson Gonçalves, informando sobre o uso que fizeram de seu nome no e-,mail falso:



andersonyaakovgoncalves@gmail.com
Atenção!
E-mails falsos foram enviados em meu nome, do seguinte e-mail: mail4242@brwmkt.com.
No e-mail, o suposto Anderson Gonçalves ataca chapas que concorrem ao DCE da UFRGS, falando impropriedades que não são minha opinião.
Quero dizer que toda e qualquer manifestação a respeito de qualquer assunto que eu envio por e-mail, também publico em meu blog:www.andersondiz.blogspot.com .
Por isso, solicito que deletem e não levem a sério e-mails contendo manifestações raivosas, pois não tem nada a ver comigo, já que estou morando em Brasília e não tenho nenhum interesse direto mais no que ocorre na UFRGS.


-- 


Siga-me no twitter:

sábado, 29 de outubro de 2011

Memória: Movimento Estudantil Liberdade (primeiros anos)

O começo

O Movimento Estudantil Liberdade foi criado no início de 2006 por Anderson Teixeira Gonçalves (Contábeis), Gabriel Afonso Marchesi Lopes (Ciências Atuariais), Nádia Lopes (Economia), Régis Antônio Coimbra (Direito) e Oliver Linchen (Economia), estudantes que não se sentiam representados pelos militantes esquerdistas que há muito tempo dirigem o DCE da UFRGS e que ocupavam todos os cargos de Representação Discente nos Conselhos da Universidade (Militantes estes que falam em nome de todos sem consultar ninguém e defendem idéias que ninguém concorda. DCE este que não presta contas aos seus representados, nem das ações desenvolvidas, nem das receitas e despesas da entidade).

Já no início de 2006, o MEL levantou a proposta de que o DCE deveria ter Prestação de Contas mensal, com os dados publicados mensalmente no site da entidade e nos murais da Universidade.

E, aos poucos, fomos mostrando que o DCE, na verdade, é aparelhado por uma verdadeira máfia político-partidária que usa a entidade apenas como fonte de recursos para seus partidos.

Outra importante bandeira levantada pelo MEL foi a defesa da pluralidade, pois o DCE, sendo uma entidade que deveria representar todos os estudantes da Universidade, não poderia continuar sendo usado por um único partido-político, excluindo quem pensa diferente.

Por fim, a necessidade de que o DCE deixasse de ser apenas uma entidade meramente “reivindicatória”, que apenas reclamava à reitoria e ao governo, mas que organizasse ações que trouxessem benefícios concretos aos estudantes da UFRGS. Ou seja, deveria se tornar uma entidade “DE RESULTADOS”.

Estava, então, formada a plataforma que deu origem ao MEL, baseada em 3 (três) princípios:
- Pluralidade;
- Transparência (Prestação de Contas);
- Benefícios.

A partir daí o Movimento não parou mais de crescer.

2006, o primeiro ano

No seu primeiro ano, o MEL começou a construir sua história, denunciando as irregularidades cometidas pela máfia esquerdista no DCE da UFRGS.

A partir de uma comunidade de estudantes da UFRGS num site de relacionamentos da internet, o MEL começou a se organizar, levando as idéias do Movimento aos colegas da Universidade. E também foi criada a comunidade do movimento Estudantil Liberdade no Orkut, que vem crescendo dia-a-dia, até hoje.

Foi graças às denúncias apresentadas pelo MEL, que o Ministério Público Federal entrou com uma Ação Criminal contra os mafiosos esquerdistas do DCE por lavagem de dinheiro, desvio e mau uso de verbas públicas, uso de falso contador e fraude ao fisco. Processo este em que a Justiça Federal concedeu uma decisão indicando a existência destes crimes.

No final do ano, o MEL organizou a Chapa DCE LIVRE: O Estudante em 1º lugar!, que concorreu ao DCE e Conselhos de Representação Discente da UFRGS.

Esta Chapa enfrentou um campanha difícil, com pouquíssimos recursos, onde a situação (formada por militantes do PSOL) controlavam a Comissão Eleitoral, que foi completamente decisiva em favor da chapa situacionista. Ou seja, uma eleição totalmente fraudada, onde as urnas eram abertas apenas onde a situação fazia votos e, nos demais locais, quando havia urna faltavam cédulas, que quando haviam cédulas a Comissão Eleitoral e os militantes esqeurdistas davam um jeito de fechar a urna.

RESULTADO: A situação venceu a eleição, mas a Chapa do MEL fez 1.072 votos, dando um susto e mostrando que as idéias do grupo tinha forte aceitação em grande parte da Universidade. E o resultado da eleição foi parar na Justiça, por diversas denúncias de fraude cometidas pela Comissão Eleitoral, que apoiava a chapa de situação.

Mas o MEL se manteve, se organizou como forte grupo de oposição à máfia do DCE e continuou crescendo.

2007, o ano das cotas

O MEL começou o ano trazendo um benefício aos estudantes da UFRGS: Carteira de Meia-Passagem por apenas R$5,00 pila aí ó!

Se contrapondo aos R$9,00 cobrados pelo DCE, que não presta contas aos estudantes e é usado como fonte de recursos para financiar grupos político-partidários, o MEL realizou uma parceria com a União Estadual dos Estudantes (UEE/RS) e abriu um posto com carteirinhas por apenas R$5,00.

Além disso, o MEL realizou diversas ações de integração, como um churrasco, festas, sessões de vídeo, encontros e até uma Campanha do Agasalho em conjunto com vários Diretórios e Centros Acadêmicos durante o inverno de 2007.

O MEL também continuou disputando espaços dentro da Universidade, ganhando eleições em importantes DAs e CAs.

No final do primeiro semestre, foi levado ao Conselho Universitário (CONSUN) um projeto de implementação de cotas, garantindo 30% de vagas na UFRGS para estudantes egressos de escolas públicas, sendo metade destas reservadas para quem se declarar negro (Cotas Racistas).

O MEL foi o único grupo da UFRGS que se posicionou CONTRA as COTAS e criou o Movimento Contra as Cotas na UFRGS.

Consideramos as cotas uma medida racista, que não resolve nenhum problema para o qual e propõe e ainda cria uma série de outras distorções na Universidade. Entendemos que esta medida artificial só serve para o governo se omitir da sua responsabilidade frente à péssima qualidade de ensino do país. Além do mais, as cotas quebram com o princípio do mérito e destroem com a excelência, que sempre foi a marca da UFRGS.
E o MEL organizou manifestações, abaixo-assinado, e foi à imprensa para pedir a realização de uma consulta à comunidade acadêmica para mostrar que a imensa maioria da UFRGS era contrária às cotas.

Mas a medida foi aprovada no CONSUN através de uma manobra do reitor, que não concedeu vistas ao Projeto à conselheira Claudia Thompson, representante do MEL.

Foi então que, no segundo semestre, ocorreu mais um processo de fraude eleitoral para o DCE e RDs.
O MEL bem que defendeu que as eleições fossem realizadas com a máxima lisura, mas este não era o interesse dos militantes esquerdistas.

Propomos a realização das eleições de forma eletrônica, através do Portal do Aluno, no site da UFRGS na internet, o que foi negado.

Protocolamos um documento entitulado "Interesse Público nas Eleições do DCE", no qual propomos medidas como: urnas em todos os cursos, durante o mesmo período de tempo; direito aos fiscais de chapa acompanharem as urnas e rubricarem as cédulas; fornecimento de cédulas e envelopes em número suficiente em todas as urnas; entre outras questões que também foram negadas por motivos óbvios.

Estava clara a intenção (má-intenção) de realizar uma eleição que desse, a qualquer preço, a vitória à mesma máfia que controla há anos a entidade.

E tudo ocorreu conforme o "script", com urnas sendo abertas apenas onde a chapa de situação fazia mais votos, falta de urnas, cédulas e envelopes onde a oposição levava vantagem, decisões da Comissão Eleitoral prejudicando a campanha, a fiscalização e a participação da Chapa do MEL (DCE LIVRE: Porque MUDAR é preciso!).

RESULTADO: A chapa de situação se manteve no DCE, mas o MEL fez 1.657 votos e elegeu diversos representantes nos RDs, avançando e polarizando a disputa na Universidade.

Bem (mal) que a Comissão Fraudadora Eleitoral tentou impugnar a Chapa do MEL ao CONSUN, mas garantimos nossa eleição na Justiça. Então o DCE realizou um cálculo "diferente" e "subtraiu" uma vaga da oposição no CONSUN, mostrando que a falta de democracia e o apego ao poder são as marcas da máfia do DCE.

E mais uma vez fomos à Justiça para garantir o direito de que os votos dados à oposição fossem respeitados e que todos os nossos conselheiros eleitos ao CONSUN pudessem tomar posse dos seus mandatos.

2008, a defesa da EXCELÊNCIA e do MÉRITO

Ainda sob a marca das COTAS, 2008 começa com uma pauta bem definida. E a Universidade se divide entre dois projetos antagônicos: a defesa da excelência e do mérito de um lado (MEL) e a demagogia da popularização da Universidade de outro (grupos esquerdistas/DCE).

E o MEL, crescendo e avançando, continua construindo a sua história...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

UnB – Alunos de verdade vencem os brucutus dos partidos de esquerda que se fingem de estudantes; agência oficial da Universidade, dirigida por esquerdopatas, faz trabalho sujo ao reportar o fato

Por Reinaldo Azevedo

A partidarização do ensino, a patrulha ideológica, o — ai, meu Deus!!! —  socialismo tardio, a ignorância arrogante, a militância de minorias que tentam se impor no berro, o autoritarismo, a intimidação… Tudo isso passou a fazer parte do dia-a-dia da Universidade de Brasília (UnB), que já conheceu a excelência — e bolsões de qualidade resistem na instituição, apesar de tudo. De vez em quando, até um grupo de pelados decide confrontar a “moral burguesa” expondo suas partes pudendas contra o chapadão… Soubesse que ofendem mais a estética do que a ética, guardariam suas borboletinhas e seus pingolins e se internariam numa biblioteca. Nem que fosse para se entupir de literatura política ruim. Afinal, Karl Marx, o pai de todos, passava horas em Londres sentado sobre os seus furúnculos, em vez de expô-los ao vento. Um fato auspicioso se deu na UnB: a chapa “Aliança pela Liberdade”, a única não-esquerdista das oito concorrentes, venceu a disputa pelo DCE. Quem sabe seja o primeiro sinal de uma volta ao bom senso.
“Bom senso, Reinaldo? Isso é juízo de valor!” Claro que é! Chamo bom senso, numa universidade, a convicção de que uma instituição de ensino tem de ser pautada pela qualidade; tem de se esforçar para preparar os estudantes para o mercado de trabalho; tem de se equipar para que seus formandos possam disputar posições entre os melhores da área; tem de zelar pela investigação científica, essas coisas. A dita “politização” não é matéria que diga respeito à instituição. Os estudantes têm de ser livres para seguir a orientação que lhes parecer melhor e para exporem, sem chances de represália, as suas convicções, desde que balizados pela Constituição DEMOCRÁTICA, como é a nossa, do país.
Não é o que se tem visto na UnB. Muito pelo contrário. Nos últimos tempos, sob o estímulo e o patrocínio de uma reitoria aloprada, os patrulheiros estão mais salientes e violentos do que nunca. Daqui a pouco, demonstrarei o lixo moral que orienta os valentes.
No dia 5 de julho deste ano, escrevi um texto conclamando os estudantes da UnB à resistência. O título é este: “AOS ESTUDANTES E PROFESSORES LIVRES DA UnB: REAJAM CONTRA OS MARCOLAS E FERNANDINHOS BEIRA-MAR DA IDEOLOGIA! DIGAM ‘NÃO’ À OPRESSÃO E À VIOLÊNCIA! LUTEM EM DEFESA DE UM PATRIMÔNIO QUE É DO POVO BRASILEIRO, NÃO DE FACÇÕES OU DE UM PARTIDO”. Não estou dizendo, é óbvio, que eles me seguiram. Estou afirmando que captei um sentimento que já parecia presente entre muitos estudantes.
As coisas pioraram muito na UnB, no que respeita à tolerância com a divergência, depois que o militante petista José Geraldo Sousa Júnior assumiu a reitoria. Ele é a maior, digamos assim, “autoridade” naquela estrovenga chamada “Direito Achado na Rua”. Esse link remete a um texto que expõe as linhas gerais de um pensamento segundo o qual o direito é definido por quem consegue impor a sua vontade “nas lutas sociais”. E é assim que a UnB passou a ser administrada: quem berra mais, quem consegue ser mais truculento, quem é mais eficiente na intimidação acaba como dono da razão!
Os jovens estudantes da “Aliança Pela Liberdade” se cansaram da violência imposta pelas minorias de esquerda, que, apesar de minorias, comprometem a qualidade do ensino ministrado à maioria. Reproduzo trechos de um questionário respondido pela chapa:
Quais são as organizações com as quais vocês têm afinidade? (coletivos, partidos, entidades de classe, etc)
Não somos ligados a partidos, coletivos, tampouco a entidades de classe. Somos um grupo de estudantes independentes, unidos por princípios em comum (a liberdade, a pluralidade e a meritocracia).
(…)
Qual é o conceito que a chapa tem de DCE?A Aliança pela Liberdade compreende a importância do DCE para coordenar as demandas dos estudantes, porém entende que a maneira como o Diretório é organizado há décadas na UnB - e em outras universidades brasileiras - é arcaica e centralizadora. Há pouco espaço para os centros acadêmicos se manifestarem, e as pautas externas (geralmente advindas de interesses político-partidários) se sobrepõem às questões que envolvem mais diretamente a universidade. Sendo assim, a nossa proposta principal (DCE parlamentarista) é justamente para tornar o Diretório mais próximo dos CAs - e, por conseqüência, dos estudantes.
(…)
O que significa, para vocês, o movimento estudantil?
O movimento estudantil é importante à medida que é um espaço no qual os estudantes começam a se desenvolver como cidadãos e pessoas preocupadas em contribuir para a comunidade/sociedade em que vivem. Infelizmente, nas últimas décadas o movimento estudantil vem se desvirtuando, e um dos motivos principais é a cooptação por partidos políticos, estejam eles no poder ou não. (…) A União Nacional dos Estudantes e (…)a maioria das entidades representativas dos estudantes brasileiros passam por uma “crise de representatividade”, pois estão afastadas das preocupações do dia-a-dia dos discentes. Chegam ao ponto de considerar essas demandas “menores” perante os supostos “problemas nacionais e internacionais”. A Aliança pela Liberdade, mesmo que de forma modesta, pretende apresentar uma nova forma de fazer movimento estudantil: volta-se para a excelência acadêmica e para a melhoria das condições intelectuais e materiais para que o estudante possa se desenvolver plenamente em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Voltei
Que essa meninada —  E ELES SÃO JOVENS MESMO!; NÃO SÃO OS TIOZINHOS BARRIGUDOS E DE CABELOS BRANCOS DO PCdoB, PT, PSOL E AFINS QUE SE FINGEM DE ESTUDANTES — consiga levar adiante o seu trabalho, sabendo que vai enfrentar as milícias da desqualificação. De saída, esses estudantes têm uma dificuldade: eles realmente estudam; não são profissionais da militância. Seus adversários passam o dia tramando formas, vocês sabem, de destruir o capitalismo a partir de Brasília… Conseguem, no máximo, baixar a qualidade da universidade. Para quem não estuda mesmo, já é uma conquista, né?
Delinqüência intelectual, moral e políticaA delinqüência intelectual, moral e política que toma conta da UnB foi longe, especialmente na gestão José Geraldo. O Agência UnB, órgão oficial de informação da universidade, alojada em seu site, noticia o resultado da eleição em tom de lamento. Vale dizer: a reitoria está dizendo que não gostou do resultado e faz uma espécie de campanha subliminar contra os vitoriosos.
Ao noticiar a vitória da “Aliança Pela Liberdade”, o “repórter” da Agência escreve coisas assim (em vermelho):
“‘Se for verdade (vitória da 8), guardadas as proporções, é como se o DEM ganhasse a Presidência, na contramão do que ocorre na realidade’”, avaliou especialista em política estudantil que pediu anonimato, comportamento generalizado dos especialistas diante da forte possibilidade de as especulações se tornarem realidade.
Para outra fonte, que também conhece a intimidade do ME, a troca de comando ideológico no DCE da UnB significa que ‘uma crise de representatividade tomou conta do campus’. O voto de esquerda pulverizou-se por sete chapas, a partir do racha da atual gestão, liderada por uma tendência do PT, reeleita no ano passado.”
Viram só? Em primeiro lugar, ficamos sabendo que existe uma coisa chamada “especialista em política estudantil”, que deve ser amigo íntimo do “especialista em cabeça de bacalhau”. Mas o bruto prefere o “anonimato”, que seria o “comportamento generalizado” dos demais especialistas. Então há vários. Como eles não têm nome, cara, pensamento, obra, nada, tanto faz se existem mesmo ou se são uma invenção da Agência da UnB. Segundo se entende de raciocínio tão especioso, se a vitória da chapa está na “contramão da realidade”, então realidade é só o que é do agrado da esquerda.
Já a outra “fonte” — em que buraco se escondem esses covardes? — vê na vitória de um grupo não-esquerdista uma “crise de representatividade”. Sei. Ela só é saudável quando os comunas vencem. Eles não têm nome? Não têm cara? Ótimo! Então lá vai: CANALHAS, VIGARITAS, FARSANTES, MENTIROSOS, BRAÇOS DO CRIME ORGANIZADO E DO NARCOTRÁFICO DENTRO DA UnB, FERNANDINHOS BEIRA-MAR DA IDEOLOGIA! Gente sem cara não se ofende porque não tem caráter, certo?
Um outro parágrafo do choroso texto afirma:
“O grupo que formulou a estratégia eleitoral da “Aliança pela Liberdade” representa estudantes de linha mais realista ou despolitizada. Defende a aproximação da universidade com empresas, critica o viés excessivamente político das lideranças atuais e sonha com um diretório de inclinação mais acadêmica.”
É a primeira vez na história da humanidade que a palavra “despolitizada” vira sinônimo de “realista”. O autor certamente pretendeu desqualificar os vitoriosos, mas lhes fez o maior elogio que lhes poderia ser feito. Se há pessoas que se opõem àqueles bandos de esquerda que tomam de assalto a universidade, a qualificação de “realistas” lhes cai certamente muito bem.
Ainda volto à questão. Abaixo, vocês vêem a meninada comemorando a vitória, alegres e civilizados, e os seus adversários de punhos cerrados, sonhando com o socialismo… Na UnB. em muitos anos,  é a primeira vitória dos estudantes de verdade contra os esbirros de partido que aparelham a instituição e a bandidagem que intimida a maioria.
É a juventude, de cara limpa, contra a decrepitude dos caras-de-pau!

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