sábado, 30 de novembro de 2013

MEL participa de debate promovido pelo DCE

Sociólogo José Garibaldi, Presidente do DCE/UNIASSELVI
Alexandre de Freitas e o Historiador Marco Antônio Medeiros
O Sociólogo José Garibaldi Brilhante, Vice-Presidente do Movimento Estudantil Liberdade, grupo que apoiou a chapa vitoriosa nas eleições para o DCE/UFRGS, participou de um debate promovido pelo Diretório Central dos Estudantes da UNIASSELVI/IERGS. A mesa foi mediada pelo Presidente do DCE da UNIASSELVI, Alexandre de Freitas, e contou com a participação do Historiador e Mestre Marco Antônio Medeiros.

O tema do debate foi do documentário Home, produzido em 2009 pelo jornalista, fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand. O filme retrata a Terra através da visão de um pássaro, sobrevoando mais de 50 países e mostrando as fragilidades que o planeta enfrenta, e como a superfície da Terra é moldada pela presença do homem. A visão através dessa perspectiva busca nos permitir enxergar melhor como tudo na Terra é interligado e como tudo o que fazemos afeta o ambiente.

Este ambicioso documentário foi lançado no dia 5 de junho de 2009, Dia Mundial do Ambiente. Seu impacto teria sido decisivo para vários políticos verdes nas eleições do Parlamento Europeu dois dias depois. O documentário foi bancado pelo Grupo PPR, imenso aglomerado de grifes de moda.

O documentário apresenta um desfilar de imagens que nos mostram desde a natureza ainda em sua pluralidade e dimensão até cenas de uma fazenda de gado nos Estados Unidos em que milhares de vacas se aglomeram em um território onde não se encontra uma única folha de grama. O resultado busca nos trazer uma concisa história da civilização humana, de suas conquistas, mas, principalmente, de seus prováveis custos à nossa sobrevivência.

Home traz um sem-número de dados alarmantes, principalmente nos textos que rolam pela tela em seu final. O documentário não apresenta gráficos, dados projetuais ou coisas do tipo, mas imagens impactantes. A música de fundo também é incessantemente pungente. Enquanto documentário Home torna-se apenas mais um, mas resulta melhor enquanto peça de propaganda dos ambientalistas.

Enfim, o problema do filme é uma vez mais passar a ideia que o ser humano está produzindo muito carbono, e precisamos nos livrar de 80% deles, ou seja, que nós estamos fazendo mal ao planeta. Hoje, alguns anos após a divulgação do filme, já se sabe que tal assertiva é falsa e, inclusive, já existem trabalhos científicos desmentindo a tese do aquecimento global pelas emissões de dióxido de carbono, como a dissertação defendida por Daniela de Souza Onça na Universidade de São Paulo (USP) (clique aqui para acessar). Vale lembrar também que Ron Paul, um dos poucos políticos honestos e pragmáticos de hoje em dia, em um pronunciamento no congresso americano, mostrou uma petição de 31.478 cientistas americanos refutando o aquecimento global (clique aqui para acessar). 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MEL se reúne com Casa Civil para discutir o PROCRED

Samuel Writzl e Gabriel Marchesi em reunião com o Secretário
da Casa Civil Carlos Pestana onde o Deputado Vinícius
Ribeiro apresentou PL para renegociação do PROCRED
O Movimento Estudantil Liberdade, representado por seu Presidente, o Acadêmico de Pós-Graduação Gabriel Afonso Marchesi Lopes, e pelo Acadêmico de Biblioteconomia Samuel Writzl Zini, se reuniu com o Secretário Chefe da Casa Civil Carlos Pestana Neto no Palácio do Piratini.

O tema da reunião foi o Programa de Crédito Educativo (PROCRED), que é um  programa do Banco de Desenvolvimento do Estado (BADESUL) criado para financiar estudos de nível superior a estudantes de baixa renda. 

Em 28 de dezembro de 2011, o Diário Oficial do Estado publicou a Lei nº 13.858/2011, que trata do plano de renegociação de débitos junto ao Fundo do Programa de Crédito Educativo – PROCRED, passando a vigorar a partir de 30 de janeiro de 2012. A partir desta Lei, ficou autorizado um desconto de 50% sobre o valor da dívida para pagamentos à vista das parcelas a vencer das dívidas, bem como, ficou determinado que o valor do débito é o principal corrigido pelo índice contratado, mais taxa de 3% ao ano.

No caso dos inadimplentes, são dispensados juros e multa para pagamento à vista. O parcelamento pode ser feito em até 120 vezes, sem juros e multa. A lei também prevê que seja comprometido com o pagamento do débito educativo apenas até 30% dos rendimentos. Ainda, em caso de desemprego do mutuário, as prestações ficam suspensas, desde que haja comprovação. Se houver falecimento ou aposentadoria por invalidez, extingue-se a dívida vincenda.

A grande questão é que o Art. 14 desta Lei estabeleceu o prazo de um ano, a contar da sua entrada em vigor, para que os mutuários requeressem adesão ao plano de renegociação por ela proposto. Tal prazo findou-se no início deste ano, em 28 de janeiro.

Com o fim da vigência da Lei, em razão do curto prazo para renegociação da dívida, cerca de 3 mil mutuários não conseguiram renegociar seus débitos e estão perdendo o sono por causa de dívidas que acumularam na busca de um futuro melhor e agora não têm como pagar. Existem 15 mil contratos pendentes do PROCRED na Procuradoria-Geral do Estado.

Assim, o Deputado Estadual Vinícius Ribeiro (PDT), conhecido por seu trabalho na área da educação e em prol dos estudantes, apresentou à Casa Civil Projeto de Lei (PL) com o objetivo de resolver a questão da inadimplência dos mutuários do programa que não conseguiram resolver sua situação em razão da expiração do prazo previsto na Lei 13.858/2011.

Além dos representantes do Movimento Estudantil Liberdade, também estiveram presentes na reunião representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e do Banco de Desenvolvimento do Estado (BADESUL), que apoiaram a iniciativa do PL apresentando pelo Deputado Vinícius Ribeiro ao Secretário Chefe da Casa Civil Carlos Pestana.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Análise das Eleições de 2013 para o DCE da UFRGS

Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes*

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Ocorreu, nos dias 19, 20 e 21 de Novembro, as eleições para a diretoria executiva do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, bem como, para a Representação Discente nos colegiados superiores da instituição. Cinco chapas disputaram este pleito:

Chapa 1 (Situação) – Nada Será Como Antes! Nas ruas e na UFRGS!
Chapa 2 – DCE para Tod@s
Chapa 3 – DCE de Verdade: Nosso partido é o estudante!
Chapa 4 – Amanhã Vai Ser Maior!
Chapa 5 – NovAção

Dos 27.230 estudantes aptos a votar, 6.155 efetivamente participaram das eleições, o que representou um quorum de 22,60%. Comparado com os 3.995 estudantes que votaram nas eleições de 2012, houve um aumento de 52,34% na participação. Com 873 votantes, a urna que mais recebeu votos (14,18% do total) foi a da Escola de Engenharia, onde a Chapa 3 recebeu 72,97% dos votos depositados naquela urna. A segunda maior participação, com 533 votantes (8,66%), ocorreu na urna da Faculdade de Economia, onde a Chapa 2 fez 54,03% dos votos.

O resultado final das eleições foi:


A Chapa 3 teve larga vantagem nas eleições com 486 votos a mais que a Chapa 1, que representava a atual Gestão, comandada por militantes do PSOL e PSTU. Em média, a Chapa 3 fez 98,44 votos por urna, com um desvio padrão de 139,08 votos, o que representa um coeficiente de variação de 1,41, enquanto que a Chapa 1 fez, em média, 79 votos por urna, com um desvio padrão de 89,24 votos, portanto um coeficiente de variação de 1,13. De fato, das 25 urnas abertas, a Chapa 3 foi vitoriosa em 8 urnas (ICBS, Agronomia, Administração, Veterinária, Informática, Engenharia, Arquitetura e Medicina), que representaram 74,08% dos votos obtidos pela chapa. Já a Chapa 1 venceu em 12 urnas (FABICO, Artes, Geociências, IFCH, Direito, Educação, Psicologia, Letras, Matemática, Artes (DAD), ESEF, Química), que juntas totalizaram 81,72% dos votos do grupo.

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Os principais redutos eleitorais da Chapa 3 foram Engenharia, Informática e Medicina que, respectivamente, representaram 25,88%, 14,87% e 8,21% dos votos obtidos pela chapa. Por outro lado, os votos da Chapa 1 foram concentrados, principalmente, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), na Faculdade de Educação, na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO), no Instituto de Letras e na Escola Superior de Educação Física (ESEF), onde fizeram, respectivamente, 15,75%, 12,66%, 10,58%, 10,38% e 9,47% dos votos obtidos pelo grupo.

A urna com maior concentração de votantes na Chapa 3 foi a da Faculdade de Veterinária, onde 91,78% dos estudantes escolheram o "DCE de Verdade". O grupo também teve ampla maioria na Medicina, Informática, ICBS e Agronomia com, respectivamente, 88,21%, 83,18%, 76,89% e 76,83% dos votos depositados naquelas urnas.  Já a chapa 1 teve predileção nas urnas da Artes (Artes (DAD) e Artes) com, respectivamente, 84,21% e 82,14% dos votos depositados naquelas urnas. Também foram favoritos, com larga vantagem, na ESEF, FABICO e Letras (82,02%, 66,99% e 60,65%).

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Nestas eleições, a distribuição de votos pode ser dividida em 8 grupos da seguinte maneira:

Grupo 1: Matemática, Química, Geociência, Psicologia, Artes (DAD), Biociências, Farmácia e Enfermagem.
Grupo 2: Administração, Arquitetura, Direito, Odontologia.
Grupo 3: ICBS, Medicina, Agronomia, Veterinária.
Grupo 4: Informática.
Grupo 5: IFCH, Educação.
Grupo 6: Artes, ESEF, FABICO e Letras.
Grupo 7: Economia.
Grupo 8: Engenharia.

As urnas do grupo 1 caracterizam-se pela baixa participação de votantes. Em média, houve 77,125 votos por urna, sendo que a que teve a maior participação foi a urna da Psicologia, com 164 votos, e a menor a urna da Artes (DAD), com 19 votos. Há um predomínio da Chapa 1, que fez a maioria dos votos em 5 das 8 urnas listadas, porém, as outras urnas também apresentaram maioria de votos em outros grupos de esquerda (Chapa 2 e 5).

No grupo 2, em média, houve a participação de 202,75 estudantes em cada urna, com predomínio da Chapa 3 na maioria delas e pouca diferença entre os votos das chapas 1 e 3 onde a Chapa 1 foi vencedora. A exceção é a urna da Odontologia, que 67,22% dos votos na Chapa 2.

No grupo 3 há, em média, 197,50 votos por urna e larga vantagem da Chapa 3 que, em média, fez 163,75 votos por urna contra uma média de 15 votos da Chapa 1 e de 12,75 votos da Chapa 2.

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A urna da Informática é a única classificada no grupo 4. Houve 440 votantes nessa urna, sendo que 83,18% depositaram seus votos na Chapa 3. Vale lembrar que, em termos de participação, essa foi a terceira urna com maior percentual relativo de votos para a Chapa 3, bem como, representou 14,87% dos votos totais obtidos pela chapa, sendo o segundo maior reduto eleitoral do grupo.

As urnas do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e da Faculdade de Educação figuram no Grupo 5 que registrou, em média, 508,50 votantes por urna. Há vantagem da Chapa 1 nessas urnas, que, em média, tiveram 280,50 votos por urna, contra 91,50 votos/urna da Chapa 3 e 71,00 votos/urna da Chapa 2.

No Grupo 6 estão os grandes redutos da Chapa 1. Em média, houve 268,50 votos por urna e ampla vantagem do grupo que representava a atual Gestão do DCE que, em média, fez 190,5 votos/urna contra 38,50 votos/urna da Chapa 3 e 24,75 votos/urna da Chapa 2.

Isolada no Grupo 7 está a Faculdade de Economia, única urna onde houve ampla vantagem da Chapa 2, que obteve 54,03% dos votos 533 votos depositados naquela urna. Esse votos representaram 23,04% do total de votos obtidos pela Chapa 2, bem como, foi a segunda urna com maior número de votantes.

Por fim, no Grupo 8 temos a urna da Escola de Engenharia que teve a grande participação de 873 estudantes, o que representou 14,18% do total de votantes da eleição. Nessa urna, a Chapa 3 fez 637 votos (72,97% do total da urna) sendo esses 25,88% do total de votos obtidos pela Chapa 3 durante todo o pleito.


*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é Atuário e Estatístico formado pela UFRGS e Presidente do Movimento Estudantil Liberdade.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Lição do DCE da UFRGS

Por Thiago Duarte*

Se alguém tinha alguma dúvida sobre a legalidade das ações do Bloco de Lutas, comandando invasões, depredações do patrimônio público-privado, espalhando o terror e o vandalismo pelas ruas das cidades de todo o país, depois do resultado das eleições do Diretório Central de Estudantes (DCE), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o maior do Estado, começa a ter a certeza do mal que as atitudes dos seus integrantes fazem à sociedade. Em nome de uma causa com princípios altamente positivos que é a redução das tarifas e a melhoria na qualidade do transporte público, grupos comandados por facções políticas e com puro interesse eleitoreiro executavam ao "bel" prazer seus planos de ações aos olhos atentos da população, da polícia e das câmeras de televisão. A resposta nas urnas do DCE da UFRGS, onde os grupos comandados por integrantes do Bloco, que detinha o poder, amargou uma expressiva derrota, pelo voto direto de estudantes que não concordaram com quem os representava. O uso da força e o emprego do vandalismo nas manifestações públicas não se enquadram nos princípios brasileiros. Os próprios estudantes, que tem nas mãos o futuro de uma nação, cortaram o mal pela raiz, evitando que a idiossincrasia continuasse.

A Câmara foi vitima do vandalismo e da radicalização deste movimento partidário hospedado num bloco de lutas e não precisou abrir fogo ou usar de violência contra os manifestantes que esperavam uma ação radical da Presidência da Casa para conseguirem um mártir. Durante sete dias estudamos os movimentos dos baderneiros que de todas as formas tentavam manipular um grupo de manifestantes com o apoio de vereadores da casa, espalhando ódio, terror e provocação. De forma democrática e buscando nossos direitos retomamos a Casa do povo por meio de reintegração judicial.

Enfim, o rotundo NÃO das urnas, dado pelos estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mostra que ninguém é "bobo" e que não pode ser enganado o tempo inteiro, as pessoas estão atentas, ligadas às redes sociais e formando seu próprio juízo e opinião. Não às invasões, não aos incêndios e depredações às lixeiras, fachadas, veículos de transporte público. Não ao radicalismo, e não ao estilo agressivo de resolver as coisas. Não deu certo. Tentaram fazer escola e perderam na sala de aula.


*THIAGO DUARTE é Médico formado pela UFRGS, Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre.

domingo, 24 de novembro de 2013

O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o esquerdismo é uma doença mental


Monumento Pomník Obětem Komunismu na República
Tcheca em homenagem às vítimas do regime comunista
que controlou o país de 1948 à 1989. Pode-se ler em uma placa
na plataforma da escada: 205,486 prisões, 170,938 exilados,
4,500 mortos nas prisões, 327 abatidos enquanto tentavam fugir,
248 executados.
Geralmente vemos esquerdistas se referirem a quem é da direita como um “louco da direita”, e daí por diante. O problema é que a crença da direita é coerente até com o que a teoria da evolução tem a nos dizer. Enquanto isso, a crença esquerdista é baseada em quê? É isso que começamos a investigar de uma forma mais clínica a partir do livro The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness, de Lyle Rossiter, lançado em 2011.

Conforme a review da Amazon, já notamos a paulada que será dada nos esquerdistas:

Liberal Mind traz o primeiro exame profundo da loucura política mais relevante em nosso tempo: os esforços da esquerda radical para regular as pessoas desde o berço até o túmulo. Para salvar-nos de nossas vidas turbulentas, a agenda esquerdista recomenda a negação da responsabilidade pessoal, incentiva a auto-piedade e outro-comiseração, promove a dependência do governo, assim como a indulgência sexual, racionaliza a violência, pede desculpas pela obrigação financeira, justifica o roubo, ignora a grosseria, prescreve reclamação e imputação de culpa, denigre o matrimônio e a família, legaliza todos os abortos, desafia a tradição social e religiosa, declara a injustiça da desigualdade, e se rebela contra os deveres da cidadania. Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de esquerda promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O esquerdismo radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada. Dadas as suas metas irracionais, métodos coercitivos e fracassos históricos, juntamente aos seus efeitos perversos sobre o desenvolvimento do caráter, não pode haver dúvida da loucura contida na agenda radical. Só uma agenda irracional defenderia uma destruição sistemática dos fundamentos que garantem a liberdade organizada. Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida. Só uma agenda irracional tentaria deliberadamente prejudicar o crescimento do cidadão em direção à competência, através da adoção dele pelo Estado. Apenas o pensamento irracional trocaria a liberdade individual pela coerção do governo, sacrificando o orgulho da auto-suficiência para a dependência do bem-estar. Só um louco iria visualizar uma comunidade de pessoas livres cooperando e ver nela uma sociedade de vítimas exploradas pelos vilões.
O que temos aqui, na obra de Rossiter, é o tratamento do esquerdismo de forma clínica, por um psiquiatra forense. (Um pouco mais no site do autor do livro, e um pouco mais sobre sua prática profissional)

O modelo de mente esquerdista

O livro é bastante analítico, e, por vezes, até chato de se ler. Quem está acostumado a livros de fácil leitura de autores conservadores de direita, como Glenn Beck e Ann Coulter, pode até se incomodar. Outro livro que fala do mesmo tema é Liberalism Is a Mental Disorder: Savage Solution, de Michael Savage. Mas o livro de Savage é também uma leitura informal, embora séria. O livro de Rossiter é acadêmico, de leitura até difícil, sem muitas concessões comerciais, e de um rigor analítico simplesmente impressionante. Se não é sua leitura típica para curar insônia, ao menos o conteúdo poderoso compensa o tratamento seco e acadêmico dado ao tema.

Segundo Rossiter, a mente esquerdista tem um padrão, que se reflete tanto em um padrão comportamental, quanto um padrão de crenças e alegações. Portanto, é possível “modelar” a mente do esquerdista a partir de uma série de padrões. A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas. Segundo Rossiter, basta observar o comportamento de um esquerdista, mapear suas crenças e ações, e compará-los com os dados científicos a respeito de algumas patologias da mente. A mente esquerdista pode ser classificada como um distúrbio de personalidade por que as crenças e ações resultantes deste tipo de mentalidade se encaixam com exatidão no modelo psiquiátrico do distúrbio de personalidade. As análises de Rossiter são feitas tanto nos contextos individuais (a crença do cidadão esquerdista em relação ao mundo), como nos contextos corporativos (ação de grupo, endosso a políticos profissionais, etc.).

Rossiter nos lembra que a personalidade é socializada pelos pais e pela família, como uma parte do desenvolvimento infantil. Mesmo com a influência do ambiente escolar, são os pais que preparam a criança para o futuro. A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso. Em cima disso, Rossiter avalia a personalidade desenvolvida com os itens da agenda esquerdista, demonstrando que muitos itens dessa agenda estão em oposição ao desenvolvimento sadio da personalidade.

Para o seu trabalho, Rossiter classifica os esquerdistas em dois tipos: benignos e radicais. Os radicais são aqueles cujas ações (agenda) causam dano a outros indivíduos. De qualquer forma, os esquerdistas benignos (seriam os moderados) dão sustentação aos esquerdistas radicais.

Rossiter define o homem como uma fonte autônoma de ação, ao mesmo tempo em que está envolvido em relações, como as econômicas, sociais e políticas. Isto é definido por Rossiter como a Natureza Bipolar do Homem, pois mesmo que ele seja capaz de ação independente, também é restrito pelo contexto social, na cooperação com os outros. A partir dessa constatação, tudo o mais flui. Para permitir que o homem seja capaz de operar com sucesso em seu ambiente natural, deve existir um desenvolvimento adequado da personalidade. Este desenvolvimento da personalidade surge a partir dos outros, idealmente a mãe e a família.

Outro ponto central: toda a análise de Rossiter é feita no contexto de uma sociedade livre, não de uma sociedade totalitária. Portanto, ele avalia o quão alguém é sadio em termos de personalidade para viver em uma sociedade democrática, e não em uma sociedade formalmente totalitária, como Coréia do Norte, Cuba ou China, por exemplo.

Competência em uma sociedade livre

Fica claro que não devemos esperar de Rossiter avaliação sobre um modelo de personalidade para toda e qualquer sociedade, pois ele é bem claro em seu intuito: desenvolver e estudar personalidades competentes para a vida em uma sociedade livre. A manutenção de tal sociedade requer regras para existir, que devem ser codificadas em leis, hipóteses, assim como regras do senso comum.

Nesse contexto, as habilidades a seguir são aquelas de um adulto competente em uma sociedade com liberdade organizada:
  • Iniciativa – Fazer as coisas acontecerem.
  • Atuação – Agir com propósito.
  • Autonomia – Agir independentemente.
  • Soberania-  Viver independentemente, através da tomada de decisão competente.
Rossiter define os direitos naturais do homem, para uma pessoa adulta vivendo em uma sociedade de liberdade organizada. Estes compreendem o exercício, conforme qualquer um escolher, das habilidades selecionadas acima, todas elas sujeitas às restrições necessárias para uma sociedade com paz e ordem. Assim, direitos naturais resultam da combinação de natureza humana e liberdade humana. Natureza humana significa viver como alguém quiser, sujeito as restrições necessárias para paz e ordem.

Considerando estes atributos humanos, Rossiter define como uma ordem social adequada, aquela que possui os seguintes aspectos:
  1. Honra a soberania do indivíduo
  2. Respeita a liberdade do indivíduo.
  3. Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
  4. Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
  5. Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.
Os aspectos acima são avaliados na perspectiva do indivíduo, não de grupos ou classes, em um processo relacionado à individuação, conceito originado em Jung. Neste processo, o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implicará necessariamente em uma ampliação da consciência. A partir daí, surge cada vez mais o conhecimento de si-mesmo, em detrimento das influências externas. Eventuais resistências à individuação são causas de sofrimento e distúrbios psiquícos.

Segundo Rossiter, o indivíduo adulto que passou adequadamente pelo processo de individuação assume de forma coerente seu direito a vida, liberdade e busca da felicidade. Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária. Assim, o individualismo deve ser associado com mutualidade, para o desenvolvimento de um adulto competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada.

Rossiter estuda com afinco as características de desenvolvimento do invidíduo, de acordo com regras pelas quais ele pode viver em uma sociedade de liberdade organizada, e lista sete direitos individuais do cidadão comum, dentro dos quais ele pode exercitar sua autonomia, livre da interferência do governo:
  1. Direito de auto-propriedade (autonomia)
  2. Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
  3. Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
  4. Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
  5. Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
  6. Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
  7. Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)
Estes são normalmente chamados de direitos naturais, direitos de liberdade ou direitos negativos. O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os.  A obrigação do governo em uma sociedade de liberdade organizada envolve implementar e sustentar estas regras para proteger o cidadão de infrações cometidas tanto por outros como pelo próprio governo.

Eis que surge o problema da mente esquerdista, que quer atacar basicamente todos os pilares acima. Em cima disso, Rossiter levanta as crenças da mente esquerdista, que, juntas, dão um fundamento do modelo da mente deles:
  1. Modelos sociais ideais tradicionais estão ultrapassados e não se aplicam mais.
  2. A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.
  3. A melhor fundação política de uma sociedade organizada ocorre através de um governo centralizado.
  4. O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.
  5. A significância política do invidíduo é medida a partir de sua adequação à coletividade.
  6. Altruísmo é uma virtude do estado, embutida nos programas do estado.
  7. A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.
  8. Direitos a vida, liberdade e propriedade são submetidos aos direitos coletivos determinados pelo estado.
  9. Cidadãos são como crianças de um governo parental.
  10. A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.
  11. As instituições sociais tradicionais de matrimônio e família não são muito importantes.
  12. O governo inchado é necessário para garantir justiça social.
  13. Conceitos tradicionais de justiça são inválidos.
  14. O conceito coletivista de justiça social requer distribuição de riqueza.
  15. Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.
  16. O indivíduo deve ter direito a apenas uma parte do resultado de seu trabalho, e esta porção deve ser especificada pelo governo.
  17. O estado deve julgar quais grupos merecem benefícios a partir do governo.
  18. A atividade econômica deve ser cuidadosamente controlada pelo governo.
  19. As prescrições do governo surgem a partir de intelectuais da esquerda, não da história.
  20. Os elaboradores de políticas da esquerda são intelectualmente superiores aos conservadores.
  21. A boa vida é um direito dado pelo estado, independentemente do esforço do cidadão.
  22. Tradições estabelecidas de decência e cortesia são indevidamente restritivas.
  23. Códigos morais, éticos e legais tradicionais são construções políticas.
  24. Ações destrutivas do indivíduo são causadas por influências culturais negativas.
  25. O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.
  26. O mesmo vale para julgar o que ocorre entre nações, grupos éticos e grupos religiosos.
Como tudo na vida, o aceite de crenças tem consequências. No caso do aceite das crenças esquerdistas, consequências incluem:
  1. Dependência do governo, ao invés de auto-confiança.
  2. Direção a partir do governo, ao invés da auto-determinação.
  3. Indulgência e relativismo moral, ao invés de retidão moral.
  4. Coletivismo contra o individualismo cooperativo.
  5. Trabalho escravo contra o altruísmo genuíno.
  6. Deslocamento do indivíduo como a principal unidade social econômica, social e política.
  7. A santidade do casamento e coesão da família prejudicada.
  8. A harmonia entre a família e a comunidade prejudicada.
  9. Obrigações de promessas, contratos e direitos de propriedade enfraquecidos.
  10. Falta de conexão entre premiações por mérito e justificativa para estas premiações.
  11. Corrupção da base moral e ética para a vida civilizada.
  12. População polarizada em guerras de classes através de falsas alegações de vitimização e demandas artificiais de resgate político.
  13. A criação de um estado parental e administrativo idealizado, dotado de vastos poderes regulatórios.
  14. Liberdade invididual e coordenação pacífica da ação humana severamente comprometida.
Aliás, eu acho que Rossiter esqueceu de consequências adicionais como: (15) Aumento do crime, devido a tolerância ao crime, e (16) Incapacidade de uma base lógica para que a sociedade sequer tenha condição de julgar o status em que se encontra.

Por que a mente esquerdista é uma patologia?

Para Rossiter, a melhor forma de avaliar a mente do esquerdista é a através dos valores que ele tem, e os que ele rejeita. Mais:
Como todos os outros seres humanos, o esquerdista moderno revela seu verdadeiro caráter, incluindo sua loucura, nos valores que possui e que descarta. De especial interesse, no entanto, são os muitos valores sobre os quais a mente esquerdista não é apaixonada: sua agenda não insiste em que o invidívuo é a principal unidade econômica, social e política, ele não idealiza a liberdade individual em uma estrutura de lei e ordem, não defende os direitos básicos de propriedade e contrato, não aspira a ideais de autonomia e reciprocidade autênticas. Ele não defende a retidão moral ou sequer compreende o papel crítico da moralidade no relacionamento humano. A agenda esquerdista não compreende uma identidade de competência, nem aprecia sua importância, e muito menos avalia as condições e instituições sociais que permitam seu desenvolvimento ou que promovam sua realização. A agenda esquerdista não compreende nem reconhece a soberania, portanto não se importa em impor limites estritos de coerção pelo estado. Ele não celebra o altruísmo genuíno da caridade privada. Ele não aprende as lições da história sobre os males do coletivismo.
Rossiter diz que as crianças não nascem com este “programa”, que é adquirido especialmente durante o aprendizado escolar. Em resumo: um adulto, competente para operar em uma sociedade de liberdade organizada, na maior parte das vezes adquire estes valores dos pais e da família, mas um esquerdista radical não.

Basicamente, o esquerdismo pode ser caracterizado como uma neurose, baseada nos traumas do relacionamento com a família durante o desenvolvimento da personalidade. Sendo uma neurose de transferência, ela compreende as projeções inconscientes das psicodinâmicas da infância nas arenas políticas da vida adulta. É o resultado de uma falha no treino da criança nos elementos psicodinâmicos básicos de um adulto, competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada. (Obviamente, um esquerdista jamais irá reconhecer as “fendas” em seu desenvolvimento de criança até um adulto)

Rossiter nos diz mais:
Sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele dá e retém, e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo. Mais notadamente, nas demandas do esquerdista radical, em seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, em seu arrogante desprezo pela moralidade, em seu desafio repleto de ódio contra a civilidade, em seus ataques amargos à liberdade de associação, em seu ataque agressivo à liberdade individual. E, em última análise, a irracionalidade do esquerdista radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros.
Agora fica mais fácil entender por que os esquerdistas são tão frustrados e raivosinhos em suas interações, não?

Os cinco déficits principais do esquerdista

Um esquerdista apresenta, segundo Rossiter, cinco principais déficits, cada um mais evidente nas diversas fases do desenvolvimento, desde os primeiros meses após o nascimento, até a entrada da fase adulta.

Confiança básica: O primeiro déficit relaciona-se a confiança básica. Isto é, a falta de confiança nos relacionamentos entre pessoas por consentimento mútuo. Por isso, o esquerdista age como se as pessoas não conseguissem criar boas vidas por si próprios através da cooperação voluntária e iniciativa individual. Por isso, colocam toda essa coordenação nas mãos do estado, que funciona como um substituto para os pais. Se a criança não consegue conviver com os irmãos, precisa de pais como árbitros. Este déficit inicia-se no primeiro ano de vida. As interações positivas de uma criança com a mãe o introduzem a um mundo de relacionamento seguro, agradável, mutuamente satisfatório e a partir do “consentimento” entre ambas as partes. Mas caso exista um relacionamento anormal e abusivo na infância, algo de errado ocorre, e essa aquisição de confiança básica é profundamente comprometida. Lembremos que a ingenuidade é problemática, mas o esquerdista é ingênuo perante o governo, que tem mais poder de coerção, enquanto suspeita dos relacionamentos humanos não abitrados pelo governo.

Autonomia: Após os primeiros 15 meses, uma criança começa a incorporar os fundamentos de autonomia, auto-realização, assim como fundamentos de mutualidade, ou auto-realização (assim como realização dos outros). A partir dessa fase, a criança começa a agir por si própria para ter suas necessidades satisfeitas, de acordo com aqueles que cuidam dela. Junto com a ideia de autonomia, surgem ideias como auto-confiança, auto-direção e auto-regulação. A criança “mimada”, que cresce dependente do excesso de indulgência dos pais é privada das virtudes de auto-confiança e auto-controle e de atitudes necessárias para cooperação com os outros.

Iniciativa: No desenvolvimento normal, esta é a capacidade de se iniciar bons trabalhos para bons propósitos, sendo desenvolvida nos primeiros quatro ou cinco anos da vida de uma criança. No caso da falta de iniciativa, há falta de auto-direção, vontade e propósito, geralmente buscando relacionamentos com os outros de forma infantil, sempre pedindo por condescendência, ao invés de lutar para ser respeitado. Pessoas como esta personalidade normalmente assumem um papel infantil em relação ao governo, votando para aqueles que prometem segurança material através da obrigação coletiva, ao invés de votar naqueles comprometidos com a proteção da liberdade individual. A inibição da iniciativa pode ocorrer por culpa excessiva adquirida na infância, surgindo, por instância, do completo de Édipo.

Diligência: Assim como a iniciativa é a habilidade de iniciar atos com boas metas, diligência é a habilidade para completá-los. A criança, no seu desenvolvimento escolar, se torna apta a completar suas ações de forma cada vez mais competente. Na fase da diligência, a criança aprende a fazer e realizar coisas e se relacionar de formas mais complexas com pessoas fora de seu núcleo familiar. A meta desta fase é o desenvolvimento da competência adulta. É a era da aquisição da competência econômica e da socialização. Nessa fase, se aprende a convivência de acordo com códigos aceitos de conduta, de acordo com as possibilidades culturais de seu tempo, de forma a canalizar seus interesses na direção da cooperação mútua. Quando as coisas não vão muito bem, surgem desordens comportamentais, uso de drogas, ou delinquência, assim como o surgimento de ações que sabotam a cooperação. A tendência é a geração de um senso de inferioridade, assim como déficits nas habilidades sociais, de aprendizado e identificações construtivas, que deveriam ser a porta de entrada para a aquisição da competência adulta. Atitudes que surgem destas emoções patológicas podem promover uma dependência passiva comportamental como uma defesa contra o medo diante das relações humanas, vergonha, ou ódio.

Identidade: O senso de identidade do adolescente é alterado assim que ele explora várias personas, múltiplas e as vezes contraditórias, na construção de seu self. Ele deve se confrontar com novos desafios em relação ao balanço já estabelecido entre confiança e desconfiança, autonomia e vergonha, iniciativa e culpa, diligência e inferioridade. Esta fase testa a estabilidade emocional que foi desenvolvida pela criança, assim como sua racionalidade, sendo de adequação e aceitabilidade, superação de obstáculos, e o aprofundamento das habilidades relacionais. O desenvolvimento desta identidade adulta envolve o risco percebido de acreditar nas instituições sociais. O adulto quer uma visão do mundo na qual possa acreditar. Isto é especialmente importante se ele sofreu formas de abuso anteriormente. Sua consciência ampliada de quem ele é facilita uma integração entre suas identidades do passado e do presente com sua identidade do futuro. Nesta fase do desenvolvimento o jovem pode ser vítima das ofertas ilusórias do esquerdismo. É a fase “final” da escolha.

Uma cura para o esquerdismo?

Com uma identidade mantida por uma série de neuroses, o esquerdista não consegue mais assumir responsabilidades pelos seus atos, e muito menos pelas consequências de suas ações. Tende a se fazer de vítima para conseguir o que quer, e não se furta em mentir para conseguir seus objetivos. É quando podemos questionar: há uma cura para isso tudo? Possivelmente, mas a questão é que o esquerdista deve buscar ajuda por si próprio, mas quanto mais ele estiver recebendo reforço de seus grupos, menos vontade ele terá para fazê-lo. Ao contrário, mesmo com tantos déficits e tamanhos delírios, ele sempre julgará estar com a razão.

Diante disso, quem pode fazer algo pelos esquerdistas são os direitistas, mas isso só pode acontecer pela via da refutação e do desmascaramento de suas ações. Incapazes de julgarem seus próprios atos, jamais se deve confiar no auto-julgamento de um esquerdista. Todas as auto-rotulagens e outro-rotulagens tendem a ser mentirosas, assim como seus argumentos. A refutação de uma parte externa, não contaminada pela ideologia esquerdista, é a única alternativa que pode dar um fio de esperança ao esquerdista.

Entretanto, mesmo que ainda exista esperança para o esquerdista, os maiores afetados são os não-esquerdistas, que possuem suas vidas impactadas por suas crenças. Por isso, as nossas ações não devem ser realizadas primeiramente em prol de salvar os esquerdistas de suas patologias (envergonhando-o, por suas mentiras, assim como denunciando suas chantagens emocionais) , mas sim por salvar-nos das consequências de suas neuroses e psicoses.

Nesse intento, entender por que eles achem assim, como eles se sentem, e o que os tornou assim, passa a ser essencial. Neste ponto, a obra de Lyle Rossiter é simplesmente um achado.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O MEL e a Chapa 3

O MEL apoiou efetivamente a Chapa 3. Durante toda a eleição, eu assessorei membros da Chapa 3 na elaboração de seus materiais de campanha, em especial em textos que foram divulgados pelo grupo. Eu conversava com eles diariamente e passei noites em claro ajudando na construção da Chapa 3.

Junto com o Cleber Antônio Gugel Machado, que efetivamente coordenou a campanha da Chapa 3, e com o Rafael Schneider, tesoureiro da Chapa 3, eu fui, com eles, que vieram em minha residência me buscar de carro, ajudar na abertura das urnas da veterinária e da agronomia.

A pedido deles, também fui, sozinho, abrir a urna da biologia e a mantive aberta durante todo o dia. Colegas do MEL, com quem entrei em contato, inclusive utilizando o aparelho celular do Cleber, ajudaram na campanha da Chapa 3, divulgando o grupo, sendo mesários (onde a Chapa 3 indicava para nós que precisavam de mesários) e distribuindo materiais.

Eu mesmo fiz campanha para a Chapa 3 no Setor 4 do Campus do Vale, com materiais que eles me forneceram, inclusive lembro que uma guria, da chapa 2 (Natashe Inhaquite), ao me ver no Vale fazendo campanha, quis tirar foto comigo, mas eu não permiti.

O Samuel Writzl Zini, membro do MEL, a pedido meu, também foi mesário durante todo o dia no Campus do Vale, ajudando a Chapa 3.

Acho que alguns membros da Chapa 3 estão agindo de forma equivocada ao negar o apoio, não só por palavras, mas também por ações que eu e outros membros do MEL demos à eles, apoio este não só de vontade própria, mas também solicitado por eles.

Acho desnecessário, no momento, colocar aqui as imagens de captura de tela de minhas conversas, durante toda campanha, com membros da Chapa 3, bem como, também não seria de bom-tom eu buscar extratos das ligações (muitas) que eu e outros membros do MEL recebemos durante a campanha de membros da Chapa 3 solicitando nossa ajuda.

Enfim, justamente pelo fato da Chapa 3 ter como bandeiras várias propostas históricas do MEL, nós os ajudamos, em palavras e em ações, muitas vezes à pedido deles mesmos, de bom grado, porém, acho no mínimo triste que, após toda nossa ajuda, eles publicamente neguem aquilo que justamente foi por eles solicitado e ainda mais considerando o fato que nós temos como provar que foi dado esse apoio.

Gabriel Afonso Marchesi Lopes
Presidente do Movimento Estudantil Liberdade

Direita retoma o DCE da UFRGS

A Chapa 3 – DCE de Verdade: Nosso partido é o Estudante!, apoiada pelo Movimento Estudantil Liberdade (MEL), foi a grande vencedora das eleições para o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS com 40,44% dos votos válidos.

O grupo era o único, entre os que disputavam o pleito, a não possuir filiados a partidos políticos em sua nominata. Formado majoritariamente por estudantes de Ciências da Computação, Medicina e Engenharias, possuía como pauta o foco nos estudantes e o distanciamento das pautas partidárias, externas à UFRGS.

Entre suas principais propostas estavam bandeiras históricas do Movimento Estudantil Liberdade como despartidarização do DCE, a defesa do policiamento na Universidade, a implantação do Parque Tecnológico da UFRGS e a realização de eleições através do Portal do Aluno.

Segundo Gabriel Afonso Marchesi Lopes, Presidente do Movimento Estudantil Liberdade, “Esta conquista representa o verdadeiro sentimento dos estudantes da UFRGS, que querem uma entidade que os represente e que busque atender suas demandas ao invés de se pautar por interesses de partidos políticos”.

Essa vitória também representou uma derrota para o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e para o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados) que controlavam a entidade há mais de 10 anos e a usavam como palanque político para a Vereadora Fernanda Melchionna, maior perdedora com essa derrota.

Os votos válidos no pleito contabilizaram 6.086 estudantes, de cerca de 28 mil estudantes aptos à votar.

O resultado final da eleição foi:

Chapa 1 (Situação) – Nada Será Como Antes! Nas ruas e na UFRGS!
Vinculo:  PSOL, PSTU
1975 votos - (32,45%)

Chapa 2 – DCE para Tod@s
Vínculo: PCdoB, PDT, PSB, MM(PT)
1250 votos - (20,54%)

Chapa 3 – DCE de Verdade: Nosso partido é o estudante!
Vínculo: Apartidários
2461 votos - (40,44%)

Chapa 4 – Amanhã Vai Ser Maior!
Vínculo: PCR
266 votos - (4,37%%)

Chapa 5 – NovAção
Vínculo: S21, ULD, AE, DS, MPT e Levante da Juventude
134 votos - (2,20%)


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

É hora de reconquistar o DCE/UFRGS. É hora de votar CHAPA 3

Colega da UFRGS,

O Movimento Estudantil Liberdade foi criado em 2006 por estudantes de vários cursos da UFRGS que não se sentiam representados pela Gestão do Diretório Central dos Estudantes da UFRGS (DCE/UFRGS), dominada por partidos políticos, em especial PSOL e PSTU.

Assim, criamos o mote: Um DCE para os Estudantes não para os militantes!

Nossa idéia era ter uma entidade voltada para as reais necessidades dos estudantes de nossa Universidade e que não se pautasse por bandeiras externas. Queríamos uma entidade representativa que estivesse do lado dos estudantes e que buscasse soluções para os problemas que os afligem, como a insegurança nos campi e a má iluminação no entorno da UFRGS, bem como, que se preocupasse com problemas simples, como a falta de papel higiênico nos banheiros e a ausência de bebedouros nos corredores da Universidade.

Em suma, queríamos construir algo que trouxesse benefícios concretos para todos os acadêmicos e que não deixasse os estudantes de lado para ir resolver problemas das eleições, por exemplo, de Honduras.

Percebemos que os recursos do DCE estavam sendo alocados em pautas que nada tinham haver com a UFRGS e, por isso, propomos uma maior transparência nas contas da entidade, através de prestações de contas mensais.

Outro problema crônico foi a manipulação das eleições através das urnas de pano, que não possuíam controle algum e eram muito suscetíveis à fraudes. Para resolver isso, fomos o primeiro grupo na UFRGS à sugerir a adoção do sistema de votação do Portal do Aluno, adotado pelos docentes e técnicos-administrativos em suas eleições, por esse sistema ser auditável e não haver a possibilidade de “votos fantasmas” nele.

Ainda, defendemos fortemente uma solução para a falta de segurança nos campi através de um convênio com a Brigada Militar, para patrulhamento ostensivo dentro da universidade e, também, um convênio com a Guarda Municipal com o objetivo de melhorar o monitoramente no entorno dos campi centro e saúde.

Com essas pautas fomos vitoriosos nas eleições de 2009 e trabalhamos em prol dos estudantes da UFRGS na gestão DCE Livre 2009-2010. Durante o tempo que o Movimento Estudantil Liberdade esteve à frente do DCE baixamos o preço do Cartão TRI, de R$9,00 para apenas R$3,00, restauramos totalmente a sede do Campus do Vale e promovemos reformas na sede do Campus Centro. Além disso, entramos em contato com a Brigada Militar para dar início às conversações sobre o convênio entre o órgão e a UFRGS.

Durante o ano de 2010, estivemos à frente das discussões sobre o Parque Tecnológico da UFRGS, que entendemos ser fundamental para o desenvolvimento da ciência e tecnologia dentro de nossa Universidade, e com isso compramos muitas brigas com as alas mais retrógradas da UFRGS, que a todo custo queriam impedir a implementação de tal projeto.

Naquele ano, cumprindo um compromisso que assumimos, fomos responsáveis pela implementação da primeira eleição para o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS através do sistema do Portal do Aluno da UFRGS. A princípio, tal votação seria feita da mesma maneira como é nas eleições para os conselhos superiores da UFRGS, ou seja, os estudantes poderiam votar de suas casas, na tranqüilidade de seu computador, sem ser assediado por militantes raivosos.

Infelizmente, a reitoria da UFRGS, através da Secretaria de Assistência Estudantil, temendo o crescimento do Movimento Estudantil Liberdade, se aliou com os militantes partidários e validou uma Comissão Eleitoral paralela por eles criada para minar as eleições pelo Portal do Aluno. Contra tal fato, entramos com uma ação na Justiça Federal, porém, como no Brasil a justiça é lenta e por vezes não funciona, o processo está corrente até hoje e nada foi decidido.

Por conta de discussões internas, após o ano de 2010, a oposição aos militantes esquerdistas se fragmentou e acabou se reduzindo à improdutivas e intermináveis discussões internas, que não levavam à lugar nenhum. Diante disso, a esquerda foi ganhando espaço ano após ano, em uma ampla zona de conforto, sem se preocupar com a oposição.

Hoje, porém, a situação mudou e os estudantes estão novamente unidos contra os militantes de partidos políticos. Há novamente chances reais de vitória, chances de retomar o DCE e coloca-lo a serviço de quem ele realmente a entidade deve representar: os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Por isso, meu amigo estudante, vote na Chapa 3, vote no DCE DE VERDADE, cujo único partido é o Estudante!

Gabriel Afonso Marchesi Lopes
Presidente do Movimento Estudantil Liberdade

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Golpe armado nas eleições do DCE

Ata da reunião da Comissão Eleitoral,
de reunião realizada às 23h desta
quarta-feira, informando a possibilidade
de uso das Urnas de Pano.
Como acontece todos os anos, a Comissão Eleitoral (CE) das eleições para o DCE da UFRGS é comandada pela atual gestão, que é vinculada ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e ao PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados). Usando métodos antidemocráticos e fraudulentos, a CE manipula as eleições ao seu bel-prazer, abrindo urnas onde a situação faz mais votos e dificultando a votação dos estudantes onde os esquerdistas são rejeitados, entre outras ações.

Por conta disso, as eleições para o DCE sempre acabam indo parar na Justiça¹. No início, a situação até se sentia coagia com a possibilidade de uma discussão judicial sobre os eventos que permeiam as eleições, todavia, com o passar dos anos, percebeu que isso, de fato, não representava risco algum, visto que normalmente os processos levam mais de um ano para serem julgados, quando a gestão já terminou e de nada adianta qualquer decisão.

A coisa já chegou à tal ponto que, em 2011, as eleições para o DCE da UFRGS foram parar no programa Balanço Geral, onde foi denunciada a tentativa de fechar a urna da faculdade de veterinária, quando mais de 200 estudantes estavam tentando votar.

Confusão na urna da Veterinária no Programa Balanço Geral

No atual processo eleitoral a situação não seria diferente. A chapa 1, liderada pelos esquerdistas, está levando um banho e perdendo para a Chapa 3, formado por estudantes não partidários. Em razão disto, sob a desculpa de uma suposta “falta de energia” amanhã, os militantes do PSOL trouxeram, na calada da noite, urnas de pano para a sede do DCE da UFRGS.

Depoimento sobre irregularidades na urna da Engenharia

A ideia é realizar votação através desse instrumento arcaico, de forma a permitir que os militantes do PSOL coloquem cédulas dentro das urnas e trapaceiem na contagem de votos, atitude que não poderiam fazer caso a votação ocorresse através de urnas eletrônicas, como aconteceu nos dois primeiros dias de votação.

Irregularidades nos votos através de urna de pano

Nós somos poucos estudantes e precisamos da ajuda de todos os estudantes para impedir a fraude do PSOL. Não permitam que urnas de pano sejam abertas em suas unidades. Vamos defender uma eleição limpa e fazer com que o DCE deixe de ser palanque para Luciana Genro e Fernanda Melchionna e volte para os estudantes da UFRGS.

----------------------------------
¹ Processo envolvendo eleições para o DCE da UFRGS:
001/1.06.0231487-2, de 15/11/2006, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.06.0239268-7, de 24/11/2006, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.06.0244108-4, de 29/11/2006, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.07.0304482-0, de 19/12/2007, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.07.0270905-4, de 19/11/2007, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.08.0312593-7, de 19/11/2008, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.09.0299316-3, de 26/10/2009, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.09.0324341-9, de 18/11/2009, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.09.0341579-1, de 03/12/2009, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.10.0159957-9, de 24/06/2010, na 13ª Vara Cível do Foro Central
001/1.10.0296344-4, de 10/11/2010, na 1ª Vara Cível do Foro Central
001/1.10.0320042-8, de 06/12/2010, na 4ª Vara Cível do Foro Central
0002208-33.2009.404.7100, de 15/01/2009, na 1ª Vara Federal de Porto Alegre
5028129-69.2010.404.7100, de 16/11/2010, na 3ª Vara Federal de Porto Alegre
5029018-23.2010.404.7100, de 24/11/2010, na 3ª Vara Federal de Porto Alegre
5065414-28.2012.404.7100, de 23/11/2012, na 2º Vara Federal de Porto Alegre
5041404-80.2013.404.7100, de 12/08/2013, na 2ª Vara Federal de Porto Alegre
23078.036519/13-43, de 18/11/2013, na Procuradoria-Geral da UFRGS

Zumbi dos Palmares - o Falso Herói

Por Leandro Narloch

Estudos recentes sobre o herói da luta contra a escravidão mostram que ele próprio pode ter sido dono de escravos no quilombo dos Palmares

Negro retratado no Brasil do Século
XVII pelo pintor holandês Albert Eckhout:
na época o conceito de igualdade entre
os homens não existia na África
Na próxima quinta-feira, 262 cidades brasileiras comemoram o Dia da Consciência Negra, data que evoca a morte de Zumbi dos Palmares. Último líder do maior dos quilombos, os povoados formados por negros fugidos do cativeiro no Brasil colonial, Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, quase dois anos depois de as tropas do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho praticamente destruírem Palmares. Ao longo dos séculos, Zumbi se tornou uma figura mítica, festejado como o herói da luta contra a escravidão. O que realmente se sabe dele, como personagem histórico, é muito pouco. Seu nome aparece apenas em oito documentos da época, incluindo uma carta do governador de Pernambuco anunciando sua morte. Como ocorre com Tiradentes e outros heróis históricos que servem à celebração de uma causa, a figura de Zumbi que passou à posteridade é idealizada. Ao longo do século XX, principalmente nos anos 60 e 70, sob influência do pensamento marxista, Palmares foi retratada por muitos historiadores como uma sociedade igualitária, com uso livre da terra e poder de decisão compartilhado entre os habitantes dos povoados. Uma série de pesquisas elaboradas nos últimos anos mostra que a história de Zumbi e do quilombo dos Palmares ensinada nos livros didáticos tem muitas distorções. Muito do que se conta sobre sua atuação à frente do quilombo é incompatível com as circunstâncias históricas da época. O objetivo desses estudos não é colocar em xeque a figura simbólica de Zumbi, mas traçar um quadro realista, documentado, do homem e de seu tempo.

Zumbi e o bandeirante Domingos Jorge Velho, que destruiu
Palmares: a escassez de documentos favoreceu versões
romantizadas de como era a vida no quilombo.
Os novos estudos sobre Palmares concluem que o quilombo, situado onde hoje é o estado de Alagoas, não era um paraíso de liberdade, não lutava contra o sistema de escravidão nem era tão isolado da sociedade colonial quanto se pensava. O retrato que emerge de Zumbi é o de um rei guerreiro que, como muitos líderes africanos do século XVII, tinha um séquito de escravos para uso próprio. "É uma mistificação dizer que havia igualdade em Palmares", afirma o historiador Ronaldo Vainfas, professor da Universidade Federal Fluminense e autor do Dicionário do Brasil Colonial. "Zumbi e os grandes generais do quilombo lutavam contra a escravidão de si próprios, mas também possuíam escravos", ele completa. Não faz muito sentido falar em igualdade e liberdade numa sociedade do século XVII porque, nessa época, esses conceitos não estavam consolidados entre os europeus. Nas culturas africanas, eram impensáveis. Desde a Antiguidade e principalmente depois da conquista árabe no norte da África, a partir do século VII, os africanos vendiam escravos em grandes caravanas que cruzavam o Deserto do Saara. Na época de Zumbi, a região do Congo e de Angola, de onde veio a maioria dos escravos de Palmares, tinha reis venerados como se fossem divinos. Muitos desses monarcas se aliavam aos portugueses e enriqueciam com a venda de súditos destinados à escravidão.

"Não se sabe a proporção de escravos que serviam os quilombolas, mas é muito natural que eles tenham existido, já que a escravidão era um costume fortíssimo na cultura da África", diz o historiador carioca Manolo Florentino, autor do livro Em Costas Negras, uma das primeiras obras a analisar a história do Brasil com base nos costumes africanos. Zumbi, segundo os novos estudos sobre Palmares, seria descendente de uma classe de guerreiros africanos que ora ajudava os portugueses na captura de escravos, ora os combatia. Quando enviados ao Brasil como escravos, os nobres africanos freqüentemente formavam sociedades próprias – uma delas pode ter sido Palmares. Para chegar a esse novo retrato de Zumbi e do quilombo, os historiadores analisaram as revoltas escravas partindo de modelos parecidos que ocorreram em outros lugares da América e da África. Também voltaram às cartas, relatos e documentos da época, mostrando como cada historiografia montou o quilombo que queria.

O principal historiador a reinterpretar o que ocorreu nos quilombos é o carioca Flávio dos Santos Gomes. Ele escreve no livro Histórias de Quilombolas: "Ao contrário de muitos estudos dos anos 1960 e 1970, as investigações mais recentes procuraram se aproximar do diálogo com a literatura internacional sobre o tema, ressaltando reflexões sobre cultura, família e protesto escravo no Caribe e no sul dos Estados Unidos". Atendo-se às fontes primárias e ao modo de pensar da época, os historiadores agora podem garimpar os mitos de Palmares que foram construídos no século XX.

sábado, 2 de novembro de 2013

Nota Oficial do DCE Livre

O Movimento Estudantil Liberdade foi criado em 2006 por estudantes que não se sentiam representados pelos militantes esquerdistas que há muito tempo dirigem o DCE da UFRGS e que ocupavam todos os cargos de Representação Discente nos Conselhos da Universidade.

Nossa principal bandeira era a despartidarização da entidade, isto é, queríamos um DCE que se voltasse para os assuntos e preocupações dos estudantes da UFRGS e não tivesse como foco prioritário causas externas e pautas de partidos políticos, como já vinha acontecendo faz muito tempo. Disso, criamos o jargão: “Um DCE para Estudantes e não para Miliantes!

Assim, o Movimento Estudantil Liberdade, por meio desta, manifesta apoio à chapa que mais possuí similaridade com nossa visão de despartidarização do Diretório Central dos Estudantes da UFRGS.

Declaramos publicamente apoio à Chapa 3 – DCE de Verdade: Nosso Partido é o Estudante!

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